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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Exposição interativa IMAGINANDO

NOGUEIRA, R. F.  Imaginando um Contexto
A turma da disciplina Acervos Fotográficos da Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCINF) da Universidade de Brasília (UnB) convida todos os interessados para participar da oficina “Imaginando”

Maiores detalhes no blog do Imaginando aqui

domingo, 29 de maio de 2011

Documentos fotográficos nos arquivos

Copiado de Stupid n Funny Tshirts Gifts

Os conjuntos documentais acumulados nos arquivos em decorrência de funções e atividades de entes físicos e jurídicos se caracterizam por possuírem uma grande variedade de suportes (papel, filme, fita magnética, disco ótico, fotografia). A separação dos documentos em “arquivos especiais” tem sido uma prática estabelecida quase que espontaneamente no trato dos registros em suporte diferente do papel e muito utilizado em arquivos fotográficos. São considerados especiais por necessitarem de condições diferenciadas de acondicionamento e conservação. Parece que tal procedimento, que visava inicialmente preservar os suportes das informações, levou ao uso de metodologias emprestadas de áreas como a biblioteconomia e a análise documentária para a classificação, organização e recuperação dos conteúdos registrados sem se levar em consideração o motivo para os quais aqueles documentos foram produzidos pela instituição ou pessoa. Significa dizer que se guarda como arquivo aquilo que é  tratado como biblioteca (coleção) o acervo fotográfico acumulado, que também pode ter sido incorporado por doação, compra ou permuta.

O desenvolvimento da Arquivologia enquanto disciplina dispõe do princípio da proveniência ou de respeito aos fundos como norteador das ações sobre os arquivos, porém esta diretriz é ignorada a partir do momento que são utilizadas metodologias criadas para outros documentos, no caso, as descrições dos conteúdos das fotografias, perdendo-se assim o vínculo orgânico com o produtor do arquivo.

Entendo essas iniciativas como reflexo da falta de valorização dos documentos em suporte papel e uma hiper-valorização dos documentos fotográficos, compreendidos como fiéis reprodutores da realidade. Soma-se a isso a falta de políticas de gestão dos registros administrativos aliados a não observância de suas especificidades. 

Por Tania Maria de Moura Pereira - Arquivista
Diretora do Centro de Documentação (CEDOC)
Universidade de Brasília (UnB)