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terça-feira, 18 de março de 2014

Primeras imágenes del taller

Ayer hicimos un breve ejercicio de creación de imágenes-conceptos durante el taller (más detalles acá). Los conceptos trabajados fueron los previstos en la programación con los participantes y el docente produciendo las imágenes que están en el Blog do GPAF, acá

 Para el segundo encuentro se espera que todos hagan ajustes en las imágenes ya hechas o traigan nuevas, que ya se cuadren a los avances que se hizo con los conceptos, a través del debate que tuvimos luego de la exhibición de las imágenes iniciales.

Taller Análisis de la información en documentos imagéticos


Hoy se empezó el taller "Análisis de la información en documentos imagéticos" en el ITM Campus Robledo, Medellín, Colombia, según la propuesta divulgada en el BIEAU acá y el espacio virtual del Blog do GPAF será utilizado como apoyo a las actividades que se irán desarrollando en aula. La referencia metodológica para la primera clase es el proyecto Imaginando, cuyos principales enlaces se pueden acceder desde acá.

Más detalles, así como una breve presentación teórica del taller, ademas de puntos prácticos pueden ser accedidos en el Blog do GPAF, acá.

sexta-feira, 14 de março de 2014

I Congreso Internacional de Documentación Fotográfica


As XXIII Jornadas da Facultad de Ciencias de la Documentación, da Universidad Complutense de Madrid, neste ano, abrigam o I Congreso Internacional de Documentación Fotográfica, cuja temática principal homenageia o 175º aniversário da fotografia.

Veja mais detalhes e aceda os documentos da programação e formulário de inscrição no Blog do GPAF em:
http://bgpaf.blogspot.com/2014/03/i-congreso-internacional-de.html

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

VI Jornadas Fotodoc

Las VI Jornadas Fotodoc "Ese oscuro objeto de deseo" se celebrarán el próximo jueves 12 de diciembre, en horario de 9.15 a 14h, en la Facultad de Ciencias de la Documentación de la Universidad Complutense de Madrid, según el programa abajo:

Jueves, 12 de Diciembre de 2013
de 9'15 a 14'00 h - Sala de conferencias
Director: Juan Miguel Sánchez Vigil
  • 9:15 Apertura Inauguración:
    José María de Francisco Olmos (Decano de la Facultad)
  • 9:30 El plagio en la fotografía
    Alberto Cabello (Abogado, Vicepresidente del GAJ)
  • 10:15 La fotografía en las artes escénicas
    Antonio Cabello (Arte Fotográfico)
11:00 Descanso
  • 11:30 El fondo Lladó en el Archivo del Centro Ciencias Humanas y Sociales del CSIC
    Rosa Villalón y Raquel Ibáñez
  • 12:15 La fotografía como creación 
    Luis Casteló (UCM)
  • 12:45  El fotoperiodismo como vocación 
    Federico Ayala y Luis Vega (Diario Abc)
  • 13:15 Presentación del libro Madrid, Crónica de un cambio, del fotoperiodista Gabriel Carvajal (Diario Ya)
    Almudena Sánchez (Editorial Temporae-La Librería)
  • 14:00 Clausura
    Decano de la Facultad de Ciencias de la Documentación
Entrada libre hasta completar el aforo. Se expedirá certificado de asistencia

Un pequeño balance de las jornadas anteriores, las V Fotodoc, celebradas en mayo/2013, está disponible acá

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Registro da visita-debate da turma "Imaginando"


Na sexta-feira, dia 06/set, a turma da disciplina "Imaginando" (Seminários e, organização da informação) da pós-graduação em Ciência da Informação fez uma visita-debate coletiva, à mostra fotográfica "Ausênc_as Brasil" de Gustavo Germano (ver post aqui).

Ausênc_as Brasil estabelece um diálogo entre o passado e o presente, alinhando imagens de militantes políticos mortos e desaparecidos pelas ditaduras Militares do Brasil e da Argentina no seio de seus familiares e as imagens dos familiares registrando suas ausências, destacando a força da afetividade e da memória dos acontecimentos.

Gustavo Germano é um fotógrafo Argentino, ele que foi familiar de detido e desaparecido político. A mostra é rica pela possibilidade da participação dos familiares dos mortos e desaparecidos que abriram seus álbuns fotográficos e se expuseram em sua dor e sofrimento, partilhando com a sociedade suas imagens e de seus entes que se foram. A aula foi muito proveitosa e nos fez refletir, não apenas pelo momento que passaram os atores, mas sobre a possibilidade de interpretação e o sentido da fotografia.


O verdadeiro conteúdo de uma fotografia é invisível.
Porque não deriva de uma relação com a forma, mas
sim com o tempo.
John Berger


Algumas fotos da visita-debate estão disponíveis aqui.


Texto e fotos: Alessandra Araújo

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Imágenes de la resistencia: uma memória social revelada pelo arquivo pessoal de Juan Carlos Cáceres

Fonte: Imágenes de la Resistencia
A imagem acima foi copiada do site Imágenes de la Resistencia (acesse) e faz parte do bloco de fotografias de "protestos populares", um dos diversos álbuns que compilam mais de 3.000 fotografias produzidas durante o regime militar no Chile.

Cáceres, estudante da Universidad Católica de Chile, por curiosidade, ousadia ou visão, agarrou sua máquina fotográfica e produziu um importantíssimo acervo imagético, que imortalizam os atores civis e militares dos longos 17 anos da ditadura chilena. 

O golpe de estado de 1973 deu início ao regime autoritário de Pinochet, que se manteve através das ações do Dirección de Inteligencia Nacional, a DINA, e da aliança político-militar, idealizada pelo Chile, entre os países da América Latina e seus respectivos governos militares, a Operação Condor. Essas e diversas outras iniciativas tornaram possíveis os atos de detenção, tortura, execução e desaparecimento de pessoas. Essa postura de governo contradiz com toda e qualquer determinação de direito do ser humano.

Além da importância inegável das fotografias de Cáceres, a necessidade humana, social e individual de recordar o passado e tentar reparar os danos causados às vítimas e familiares, faz com que seu valor seja imensurável. A organização e descrição do acervo, a última, acredito, realizada pelo próprio fotógrafo, nos permite identificar elementos da fotografia que seriam perdidos caso esse trabalho nunca fosse realizado.

Como exemplo, a fotografia escolhida para esse post, foi titulada por Cáceres:
“En la Plaza de la Constitución fueron exhibidos los autos de los escoltas de Pinochet después que intentaran asesinarlo miembros del FPMR en el Cajon del Maipo.”
Também datada de 9 de setembro de 1986, a fotografia estaria completamente perdida e descontextualizada se chegasse às mãos de alguém que não esteve presente no momento e, pior ainda, se não conhecesse profundamente a história da ditadura chilena. Muito menos saberíamos, hoje, a data exata do documento. 

Juán Carlos Cáceres, conscientemente ou não, nos deixa um arquivo repleto de valor e significado, o que não seria possível sem a preocupação do fotógrafo em recuperar o sentido de suas obras por meio de suas características fundamentais, e proporcionar seu acesso. O projeto se explica:
“Imágenes de la resistencia es un testimonio visual de cómo los actores sociales, en todas sus dimensiones, las figuras políticas de la época, los grupos armados, la resistencia popular, las manifestaciones estudiantiles, todo el cuerpo social contrario al Régimen Militar, fue capaz de aunar sus fuerzas en post de establecer una democracia en nuestro país.”

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Gustavo Germano em Brasília

 

Nesta 6ªf, dia 06/set, às 14:30 a turma da disciplina "Imaginando" (Seminários e, organização da informação) da pós-graduação em Ciência da Informação fará uma visita-debate coletiva, à exposição "Ausencias", de Gustavo Germano, estando os interessados convidados a se integrar ao grupo (veja post aqui para entender o que é essa disciplina).

O artista trabalha com uma mensagem política muito contundente, construía pelo não-uso de elementos visuais; é isso mesmo a força elocutória de sua mensagem está naquilo que não é fotografado. As ausências são evidenciadas por meio de fotos comparativas, como é o caso, para exemplificar, da imagem de duas irmãs, que representa o desaparecimento de uma delas no período ditatorial argentino. Na primeira, em uma foto de arquivo pessoal, ambas posam junto a um vaso de flores, que está sobre um aparador. Na segunda, feita 26 anos depois, repete-se a cena, desta vez somente com a irmã sobrevivente e, detalhe importante, sem as flores; as legendas com ausências ainda contribuem para evidenciar a mensagem (veja as fotos desse exemplo aqui no DigifotoWeb).

Já que na página do Museu Nacional da República (que era para ser Museu Nacional Honestino Guimarães) não há nenhum destaque à exposição de Gustavo Germano (apenas a coloca, sem nenhuma informação na agenda da instituição), fomos buscar na imprensa hermana a nota de divulgação da exposição atual. O blog DigifotoWeb foi, provavelmente, o primeiro veículo brasileiro a por em evidencia o trabalho do fotógrafo argentino, como pode ser visto em post anterior aqui, há exatos três anos e meio. 

A exposição estará aberta à visitação no Museu Nacional da República, em Brasília, até o dia 30/set, de 3ª a Dom, das 09:00hs às 18:30hs. 

sábado, 18 de maio de 2013

Pequeno balanço das V Jornadas Fotodoc



Na semana passada tive a oportunidade de participar das V Jornadas de Fotografía y Documentación (Fotodoc), evento organizado conjuntamente com as Jornadas do Seminario Español de Recuperación de Información (SERI). O nome do evento foi extraído de um poema da pesquisadora e poeta Alicia Arias Coello: “Vertidos urgentes” (ver blog do evento aqui). 

Dois aspectos mais marcantes saltam á vista do visitante estrangeiro. O primeiro é a confluência dos eventos, obtendo (como diria Claúdio Duque) maior sinergia. Tenho assistido, ultimamente, no Brasil, uma proliferação de pequenos eventos. Cada vez mais restrito às particularidades dos pequenos grupos de trabalho e pesquisa. Quando, eventualmente os grupos brasileiros conseguem estar juntos em algo maior costuma ocorrer a separação física das atividades de cada núcleo, com raríssimos momentos, formais, de troca de ideias; como se diz no Brasil:“cada um no seu quadrado”. O segundo aspecto interessante é a “tipologia” jornada. O termo está em desuso no Brasil, onde se prefere denominações menos modestas e, supostamente, mais atrativas como Workshop, Congresso e outras tantas e, de preferência, com um qualificativo “internacional” em algum lugar do título (acabei de ver, por casualidade, a chamada para “congresso internacional”, em uma cidade o interior do país que exige que para a inscrição de trabalhos, via sistema, seja imprescindível indicar o CPF; ou seja, internacional apenas para quem registro na Recita Federal...). As jornadas daqui foram precisamente o que a palavra significa: um dia de atividades. 

A mesa de abertura, com a presença do decano da faculdade (equivaleria a um diretor) foi extremamente rápida, direta e sem longos discursos, tão frequentes na universidade brasileira. Não se chamou reitor, vice-reitor e nem ninguém das altas esferas da administração universitária. Tiveram a palavra o decano e depois cada um dos coordenadores dos eventos simultâneos: Juan Miguel Sanchez Vigil pela FOTODOC e Juan Antonio Comeche pelo SERI. O principal objetivo declarado foi o de proporcionar uma miscelânea de estudos e abordagens relacionados aos temas explicitados nas denominações dos dois eventos. A vontade de ampliar as discussões, ao invés de concentrar em tópicos cada vez mais específicos, costuma ser muito útil para que haja oxigenação das ideias, para que novos debates possam aflorar e, sobretudo, para que não sejam sempre as mesmas pessoas a apresentar trabalhos. 

Tive o privilégio de ser o primeiro a apresentar, exageradamente anunciado por Sánchez Vigil como conferência magistral, em uma mesa conjunta com meu colega Juan Antonio Comeche, lider do grupo de pesquisa sobre gestão de recuperação de informação digital na web (GRIWEB). Eu falei a respeito da finalização do projeto DigifotoWeb, com destaque à algumas questões contundentes relacionadas às imagens (ver página sobre minha apresentação aqui). Comeche analisou algumas das possibilidades e tentativas atuais relacionadas à recuperação de informações imagéticas. A divisão de metodologias para tal tarefa em função da priorização de enfoques intrínsecos (cor, textura, formas e/ou relações espaciais) ou extrínsecos (autor, título etc.) me fez pensar mais seriamente na validade de uma diplomática imagética, menos voltada ao contexto documental. 

Não sei se a proximidade de abordagem entre o trabalho de Juan Antonio e o meu foi algo compartilhado pela audiência, mas o fato é que a segunda mesa pareceu-me bem mais adequada ao conceito de miscelânea proposto. A primeira apresentação esteve a cargo de Raquel de León, do Museu Ferroviário que buscou dar um extenso e detalhado panorama das coleções ali custodiadas. Infelizmente o tempo foi curto nos deixando com aquele gostinho de quero-mais. Felizmente, parte das informações está disponível na página da fototeca do museu. Ao olhar com mais cuidado esse ambiente virtual é possível perceber uma interessante separação das coleções, do material de arquivo e do material de natureza biblioteconômica. De imediato pensei na tese de doutoramento que Niraldo José Nascimento, em seu afã, queria realizar sozinho o que o museu ferroviário de Madrid fez com uma equipe profissional. 

A segunda fala deste bloco esteve a cargo do advogado Alberto Cabello, que conseguiu abordar o sempre delicado tema dos direitos de imagem (os direitos das pessoas fotografadas) fugindo do óbvio, com exemplos muito contundentes e corajosos, envolvendo, sem temor, ícones contemporâneos da fotografia espanhola. A questão por ele colocada não se resume ao plano legal; indo mais além, com peso às questões éticas e morais. Por exemplo, começou, em tom crítico, denunciando a tradição de fotógrafos reconhecidos que se aproveitam de situações extremas em países do terceiro mundo, sem a anuência das pessoas fotografadas (e/ou sem o real conhecimento do uso, inclusive comercial, que será feito das imagens) para ganharem muito dinheiro com a comercialização das imagens. A primeira coisa que me veio à mente foi que no Brasil não é preciso ir longe para entender esse tipo de problema... 

A apresentação seguinte da segunda mesa versou sobre um projeto internacional relacionado a uma, até recentemente desconhecida, coleção que congrega fotografias fundamentais para a história visual de Portugal, Brasil, México e outros países iberoamericanos. A apresentação esteve a cargo do erudito coordenador, Wifredo Rincón García que já houvera anteriormente realizado uma exposição sobre parte daquela coleção (ver folder explicativo aqui). Sua apresentação também serviu para convidar pesquisadores interessados, sobretudo os internacionais, a integrarem uma comitiva que fará parte de uma reunião conjunta com representantes diplomáticos dos países afetos à coleção. 
A última apresentação da manhã (que em Espanha vai até as 14:00hs) esteve relacionada ao trabalho de edição gráfica na grande imprensa. Em um formato similar a um talk show (guardadas as devidas proporções e sem nenhum demérito) o professor de documentação da Universidad Complutense de Madrid, Federico Ayala apresentou e mediou um bate-papo muito agradável com o fotografo e editor gráfico Matias Nieto König. Ambos trabalham para um jornal de altíssima tiragem, o ABC, que apresenta um projeto gráfico diferenciado e único em relação aos demais jornais diários daqui. Matias Nieto expôs vários aspectos relacionados à opção do ABC em trabalhar com o conceito de capa na imprensa diária, buscando atrair ao público para uma imagem bastante chamativa, que ocupa pelo menos metade da página, ao invés de já adiantar reportagens e notícias, como é mais usual. Na falta de algum dos exemplos apresentados por Matias Nieto, encontrei um post bastante explicativo, que analisa uma capa polêmica do ABC (ver post aqui). O projeto, na verdade, troca informação textual (mais precisa, porém mais exigente quanto ao tempo de leitura, exigindo proximidade física e atenção do possível leitor) por informação visual (de assimilação mais rápida, sem requerer tanta proximidade). O sempre instigante debate sobre a articulação comunicativa entre imagem e texto, teve, nessa apresentação, um ótimo espaço para reflexão. 

Na parte da tarde tivemos, logo ao reinício, uma apresentação bastante interessante de Antonio Cabello, professor da Complutense, que deveria ser sobre os gêneros fotográficos e acabou sendo, na minha compreensão, sobre possibilidades de classificação e/ou organização de imagens por conteúdo. O mais relevante é que a apresentação, explicitamente, optou por não mostrar nenhuma solução (ou sugestão de solução). Os exemplos mostrados iam cada vez mais sugerindo que, à medida de cada necessidade, deve-se criar esquemas de classificação que funcionem em cada caso. A exposição começou e acabou com uma estante vazia, nos instigando a refletir e propor modelos, com cuidado para não cair em armadilhas universalizantes, lembrando que, em última instância, tais esquemas refletem, principalmente, as necessidades práticas de quem os elaborou. 

Na sequência, a professora Alicia Arias Coello, nos brindou com sua face artística ao apresentar uma pequena introdução de sua experiência poética nas redes sociais. Além da beleza que foi ter um espaço dedicado à emoção em uma jornada acadêmica, ela permitiu melhor entender, na prática, as relações existentes entre a criação intelectual e os atuais meios de difusão, compartilhamento, recriação, que contam, hoje, com diversos elementos daquilo que Claudio Duque estuda no campo denominado multimodalidade, com a articulação de texto, design, imagem (estática e em movimento) e sons. O ápice da recriação ficou a cargo de referencias à poeta argentina Alfonsina Storni, cuja música em homenagem à sua morte (Alfosina y el mar) é bem conhecida na voz de Mercedes Sosa, que já fora objeto de recriação artística de Sánchez Vigil (muitos acadêmicos-artistas presentes). Deixo aqui a dica para ouvir um versão mais “rústica” da música, que está em cd caseiro de uma cantora de rua em Santiago de Chile (ouça aqui Alfosina y el mar na gravação de Claudia Álvarez). O encerramento deu-se com um rearranjo de alguns versos de Sánchez Vigil feito por Alicia Arias com “Sonata ao luar” ao fundo. 

A penúltima apresentação coube à professora Maria Oliveira Zaldua, que expôs resultados de sua recente pesquisa, derivada de seu doutoramento, sobre a produção de teses relacionadas à fotografia na Espanha, em qualquer área do conhecimento. Os dados são bastante interessantes a apontam para um crescimento do tema nas áreas relacionadas à Ciência da Informação. Acredito que a ampliação desse tipo de pesquisa para o Brasil poderia redundar em um ótimo projeto de doutorado, sobretudo para mapear a ocorrência de trabalhos em áreas não diretamente ligadas à fotografias, tais como história e arquivos. 

Para finalizar Francisco José Valentín, aluno de doutorado em fase final, fez um excelente painel sobre os metadados, com destaque aos mais usuais no universo da fotografia, com alguns exemplos muito interessantes de aplicação. Um dos exemplos mostrava como pode haver diferenças significativas entre a adoção de um modelo de descritivo e a utilização correta e eficiente. Muitas vezes instituições indicam adotar esta ou aquela diretriz para a descrição e recuperação da informação, mas, na prática, a aplicação é mal feita e/ou incompleta, fazendo com que os objetivos não sejam plenamente atingidos. O exemplo dado por Francisco mostrava uma coleção de fotografias, supostamente, descritas com base no MOREQ, mas que apresentava quase todos os campos em branco e/ou com informações demasiadamente genéricas. 

Após a rápida e objetiva mesa de encerramento, restou a satisfação de ter podido fazer parte de um evento interessante (cujo formato objetivo e eficiente poderia ser inspirador no Brasil) e, principalmente, ter tido contato com outras dimensões relativas aos documentos fotográficos que, usualmente, por acabar dedicando-me muito ao foco especializado do que pesquiso, acabo por não conhecer mais profundamente. 

Espera-se que brevemente, no blog do evento, as apresentações todas estejam disponíveis, ao lado de nossas fotos, tiradas por Maria Oliveira. É questão de aguardar e conferir... 

Links mencionados: 

sexta-feira, 3 de maio de 2013

V JORNADAS FOTODOC


Las V Jornadas Fotodoc "Vertidos urgentes" se celebrarán el próximo martes 7 de mayo, en horario de 9.30 a 18h, en la Facultad de Ciencias de la Documentación de la Universidad Complutense de Madrid.  Entrada libre hasta completar el aforo. Se expedirá certificado de asistencia

Pulse aquí para hacer download del prospecto de divulgación en alta calidad (2.13MB).

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Fotografias saqueadas: breve história sobre as fotografias resgatadas da ditadura argentina

Fonte: Instituto Espacio para La Memória
As fotos acima retratam três cidadãos argentinos que foram capturados e torturados durante o último período de ditadura no país, autodenominado Proceso de Reorganización Nacional e mantidos presos na chamada ESMA, antiga Escuela de Mecánica de la Armada, que funcionou como centro de detenção clandestino nesse período e por onde passaram quase 5.000 detidos e desaparecidos (90% foram assassinados). Tais fotografias foram “salvas” por um fotógrafo, também preso e torturado durante mais de quatro anos, Victor Basterra.
Basterra foi sequestrado em 1979 junto com sua esposa e filha recém-nascida e permaneceu na ESMA até dezembro de 1983 e vigiado até agosto de 1984. Durante esse período, foi designado a fotógrafo dentro do centro clandestino e passou a sacar fotografias dos militares para produzir documentos falsos para ações ilegais das Forças Armadas.

“Te equivocaste, Marcelo”, dijo Basterra, “yo no saqué las fotos”. “Pusiste en el libro que yo las había sacado, y en realidad las sacaron ellos. Yo sacaba las fotos de los milicos, para hacerle los documentos, pera las de los compañeros las sacaban ellos, tenían un fotógrafo que hacia eso”.
“Yo no apreté el botón”, aclara. “Pero un día, trabajando en el laboratorio vi que tenían una pila de fotos para quemar, era ya el 83, viste, ya se venían los cambios. Y entre ellos vi mi retrato, mi propia foto cuando me acababan de chupar, la que sacaran el mismo día en que nos fotografiaran a todos contra la misma pared. Entonces metí la mano en la pila, y me guardé los negativos que pude agarrar, los escondí entre la panza y el pantalón, ahí los puses, cerca de los huevos”.
“A esa altura parecía que habían decidido perdonarme la vida, que había sido un buen muchacho y merecía seguir viviendo, vigilado pero, en fin, inofensivo. No podían pensar que en cuanto pude saqué las fotos de la ESMA de a poquito, en las salidas, entonces si metidas bien en la zona de abajo, entre los huevos y el culo. No me revisaban casi, pero si llegaban a encontrar una de esas fotos, era boleta”.
(Marcelo Brosdky e Victor Basterra –
Memória en construcción: el debate sobre la ESMA)

Capa do livro organizado por Marcelo Brodsky
No diálogo acima, copiado do livro organizado por Marcelo Brodsky, que perdeu seu irmão durante o período de terrorismo, também preso e assassinado na ESMA, Victor Basterra explica que não apertou o botão da câmera para tirar as fotografias, e que “apenas” as tirou de uma pilha que iria queimar-se e levar consigo uma parte muito importante da história da ditadura na Argentina. Para salva as fotografias, Basterra as guardou e levou aos poucos escondidas em suas roupas para fora do centro, quando já tinha permissão para voltar à sua casa após cumprir suas tarefas.
As fotografias foram escondidas por Basterra até o fim do período e reveladas durante o Juicio a las Juntas, processo judicial organizado em 1985 pelo presidente Alfonsín (1983-1989), que reuniu provas contra os organismos e pessoas responsáveis pelo ocorrido durante a ditadura.


Na mesma introdução do livro, Marcelo Brodsky complementa:
Me equivoqué, es cierto, Victor. No aprestaste el gatillo. Pero sacaste las fotos, y lo hiciste dos veces. Y la dos te fue la vida en ello. Las sacaste de la pila, las salvaste de la hoguera, las quitaste del olvido.
Y después la sacaste de nuevo. Las pusiste ahí abajo, muchos huevos, la verdad, y las llevaste afuera, ¿al mundo real?. Las escondiste adentro e las sacaste afuera. Claro que las sacaste, Victor. Las sacaste dos veces aun que no hayas apretado el gatillo.

Victor Basterra

Compreendemos com a fala de Brodsky que, apesar de Basterra não ter apertado o gatilho para tirar as fotos, foi autor das mesmas por duas vezes: quando as salvou da fogueira e quando conseguiu tirá-las da ESMA.

Ao conhecer um pouco mais sobre a ditadura na Argentina e a história de Victor Basterra e “suas” fotografias, me pareceu interessante apresentá-la e questionar alguns pontos como, por exemplo, por que as fotos seriam eliminadas na ESMA, quem é efetivamente o autor dos documentos fotográficos e onde e como as fotografias originais deveriam ser armazenadas e organizadas.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Contribuições do Chile
"Los Fotógrafos del Sur"

Copiado de: CAROZZI ACUÑA, Romina. Los Fotógrafos del Sur.
Titulo: Mapuche. Formato: Carte de Visite.
Autor: Juan de Dios Carvajal y Fernando Valck Wiegand. Año : 1890/1900.
Foi com grande prazer que o GPAF recebeu dois artigos científicos da pesquisadora Romina Carozzi Acuña. Um deles trata do tema "Fotografía, Hongos y Bacterias: Daño Biológico en Material Fotográfico", que será objeto de um segundo post. Do outro, intitulado "Los Fotógrafos del Sur", realizamos alguns excertos no sentido de mostrar a importância do trabalho desenvolvido por essa pesquisadora sobre as raízes dos primeros fotógrafos do Chile e uma amostra de suas respectivas fotografias.
Sem dúvida, trata-se de uma maravilhosa contribuição para os estudos e pesquisas do GPAF, bem como, marca novamente a interação de nosso grupo e seus pesquisadores com a comunidade internacional.
Portanto, Rominia, receba as boas-vindas de todos os membros do GPAF, continue contribuindo e intercambiando suas experiências e pesquisas conosco.
Muito obrigado!


Los Fotógrafos del Sur**
Romina Carozzi Acuña*
Excertos**
"El presente trabajo investigativo tiene como eje central a los fotógrafos conocidos como “Los Fundadores”, quienes forman parte importante de la historia de la actividad fotográfica en el territorio llamado Chile, como también sus imágenes, las cuales, son forjadoras de memoria e identidad.
La razón de elegir como tema central a “Los Fundadores” es el hecho de que la historia de la fotografía chilena es aún un tanto difusa, si bien ya son casi 180 años de trabajo fotográfico, el hecho de crear un sustento teórico es una necesidad, la creación de una historia en el plano teórico se hace imperante, ya que no basta con la cronología que existe o con una agrupación de nombre conocidos, sino que realmente un hacer historia, una profundización en cada etapa de la fotografía, de la evolución de los materiales, y de las diferentes disciplinas que en ella se han desarrollado, como el fotoperiodismo o la fotografía artística.
Es por ello que me motiva el investigar sobre el pasado fotográfico, para contribuir a la formación de la historia de nuestra fotografía.
Específicamente para este trabajo, he recopilado información, en primera instancia, de textos encontrados en la Biblioteca de la Facultad, de información en la red, y luego, de libros propios que adquirí debido al gran interés en el tema. Para luego reflexionar acerca del tema y mediante la redacción del trabajo, responder algunas preguntas y lograr ser un aporte a la historia de la fotografía chilena.
Finalmente señalar el enfoque del trabajo, el cual tomara a la triada de “Los Fundadores” Cristián Enrique Valck, Gustavo Milet y Obder Heffer, específicamente, para luego reflexionar en torno al tema de las imágenes, el pueblo mapuche. Como también, haciendo reseña a la materialidad utilizada en aquella época.
Luego del arribo de la fotografía al puerto de Valparaíso a mediados del siglo XIX, y del arraigo de este nuevo medio tecnológico en la sociedad chilena, acontecen diversos sucesos que permiten el desarrollo de la fotografía étnica. Uno de ellos es el arribo de la mirada de fotógrafos extranjeros al territorio y otro muy importante es el fin de la campaña conocida como “Pacificación de la Araucanía” en donde se logró penetrar en los vastos territorios indígenas.
De este espíritu aventurero, estaban también impregnados, Cristían Enrique Valck, Gustavo Milet y Obder Heffer.
Los Fotógrafos del Sur
Cargados de sus pesados y aparatosos equipos fotográficos, y movidos por el deseo de retratar y registrar lo exótico de su nueva cotidianeidad sureña; Valck, Milet y Heffer nos heredaron una hermosa producción de imágenes que vale la pena conocer y analizar ya que nos llevan a reflexionar sobre temas como el pasado, las raíces, nuestra identidad, nuestro patrimonio y la tarea pendiente que tenemos con el resguardo y preservación del mismo.
De esta forma vale la pena indagar en cada uno de estos personajes, descubrir su historia y su individualidad, y por supuesto, lo que hasta el día de hoy trasciende, que es su trabajo fotográfico."

Para fazer download do artigo completo, clique aqui! 


*Romina Carozzi Acuña es licenciada en artes con mención en artes plásticas, artista fotógrafa y conservadora/restauradora del patrimonio cultural mueble, en la u. de Chile. Actualmente trabaja como conservadora/restauradora en el Archivo Central Andrés Bello de la misma universidad.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

As construções etéreas de Brasília nas fotos de Marcel Gautherot

Fonte: copiado de http://bit.ly/aFfGEP

Marcel Gautherot me foi apresentado por Flávia Portela, arquiteta e amiga de Brasília, em uma única foto no Facebook e que ilustra o título desse post. Se for mais popular do que imaginava, vou logo confessando minha ignorância, mas a foto me chamou a atenção por ser diferente de todas as outras sobre essa tema, que já havia visto de outros fotógrafos.

Essa foto de Gautherot é instigante porque, em um primeiro momento, confere aos prédios em construção da Esplanada dos Ministérios uma sensação de etéreo, utilizando para isso a farta poeira que abundava nos canteiros de obras, fato que comentarei mais adiante.

Como é peculiar, ou melhor, recomendado pelos estudos iconológicos, fui a busca do autor com as famosas questões: a) Quem ou qual instituição solicitou essas imagens?; b) Quando e com que objetivo?; c) Por que foram preservadas e catalogadas pelo  Instituo Moreira Sales - IMS? É importante ressaltar que esse post se atém a não mais que duas  fotografias de Guautherot e, propositalmente, de uma questão muito específica, já citada no título: o etéreo.

Marcel Gautherot, nasceu em Paris, em 1910 e faleceu no Rio de Janeiro em 1996. Filho de pais pobres, mãe operária e pai pedreiro, em 1936 participa do grupo que seria responsável pela instalação do Musée de l”Homme onde é encarregado de catalogar as peças do museu, começando aí a se dedicar à fotografia. Chegou ao Brasil em 1939, supostamente influenciado pela leitura do romance Jubiabá de Jorge Amado, configurando um "convite" para conhecer um país de terras tropicais e afastado do ambiente do pós-guerra.
Tendo fixado residência no Rio de Janeiro, entra em contato com parte da elite intelectual brasileira (Carlos Drummond, Mário de Andrade, Lúcio Costa, Burle Marx, entre outros). 

Começa a fazer trabalhos de fotografia para o SPHAN, o Museu do Folclore e trabalha para a revista "O Cruzeiro". Durante sua existência, viajou por 18 estados brasileiros, constituindo um acervo de cerca de 25.000 negativos, fotografando não apenas a arquitetura mais a cultura e diversidade do povo brasileiro, acervo hoje pertencentes ao IMS.

Sobre sua experiência em Brasília, relatam Andréa Cristina Silva e Leila Beatriz Ribeiro:
"Em meados dos anos 50, a convite de Niemeyer e contratado pela NOVACAP (Companhia Urbanizadora da Nova Capital), Gautherot passa a documentar a construção de Brasília. Momento alto de sua trajetória e de sua criação como fotógrafo, as imagens de Brasília atestam o nascimento de uma nova cidade, desde o começo, até sua inauguração. Com a Rolleiflex em punho e um olhar fotográfico extremamente refinado e elegante, o francês registrou o nascimento das obras monumentais de Niemeyer e a execução paulatina do plano piloto de Lúcio Costa como num imenso making off da construção. No conjunto das imagens de Brasília podemos perceber como a arquitetura surge do vasto chão para se tornar o belo, o diferente, o monumental".

A frase final das autoras é o mote para iniciar a discussão das fotos de Gautherot: "a arquitetura surge do vasto chão". Tomado em essência, não deixa de ser uma realidade, mas o que o fotógrafo realiza, intencionalmente (ou não) é justamente essa ruptura com a engenharia, que já galgava graus de modernidade. Para tanto, utiliza a já citada farta poeira presente na construção da nova capital para "encobrir" essa sensação lógica e linear, conferindo à imagem uma perturbadora e bela sensação de do etério, do impermanente, da incerteza.

Ao examinar a imagem, a sensação que tenho é justamente da ausência de sustentabilidade, algo que confere dúvida: o que transmite vigor e segurança em construções (ou até mesmo em um trabalho acadêmico) são suas bases. Sem elas, ou se tem uma obra com a impressão de de que não será concluída ou de que a o peso dos andares superiores rechaçarão os andares inferiores, transformando tudo em ruínas.

Há outra foto que parece confirmar a "intencionalidade" de Gautherot em utilizar a poeira para "minar" as bases das construções, reproduzida a seguir. Nela, fica quase evidente que o fotógrafo aguardou a passagem de um veículo, no caso uma caminhonete, para levantar a "poeira" necessária para captar a imagem no seu momento oportuno.



Fonte: copiado de http://bit.ly/aFfGEP

Se falarmos de acervo, acredito que  essas duas imagens estejam corretamente classificadas dentro do acervo da construção Brasília, de Marcel Gautherot, pelo IMS. O que questiono é, se presentes em tantas que ilustram livros das obras da capital, principalmente de Niemeyer, apresentadas no Brasil e exterior, passaram pelo "crivo" do mesmo e seus assessores.

De profundo valor estético, em minha opinião, contradizem, ou mo mínimo, provocam certo "mal estar", não apenas na concepção arquitetônica desafiadora e quase "violenta" dos traços de Niemeyer imposta aos engenheiros da época, como na campanha nacionalista formada em torno da construção da nova capital.

Há muito que se comentar sobre Marcel Gautherot. Incógnitos e crassos erros fotográficos que poderiam ter sido eliminados (ex.: na foto da caminhonete há uma placa cortada pela metade), e não vou citar todos agora para não estender a polêmica. Há, também, curiosas similaridades que encontrei com fotos de Sebastião Salgado, futuros questionamentos a serem dirigidos a esse último, em outra ocasião.

*Niraldo Nascimento é Doutorando em Ciência da Informação (UnB) 
na linha de Pesquisa de Acervos Fotográficos

Referências: 
SILVA, Andréa C, RIBEIRO, Leila B. Ribeiro. Imagens do silêncio, imagens silenciadas – Marcel Gautherot e a construção de Brasília XXII Encontro de História - Anpuh/RJ. Disponível em <http://www.encontro2008.rj.anpuh.org/resources/content/anais/1213108979_ARQUIVO_ANDREALEILA.pdf> Acesso em 21/02/2012.
Brasília por Gautherot. Olhar sobre o mundo. Disponível em <http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/brasilia-por-gautherot/> Acesso em fevereiro de 2012.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Exposição "Ruy Santos: Imagens Apreendidas"


A exposição "Ruy Santos: Imagens Apreendidas" foi inaugurada no dia 27/04, no Centro Cultural Justiça Federal, no Rio de Janeiro.

A mostra fotográfica foi organizada sob a curadoria de Maria Teresa Ferreira Bastos, pós-doutoranda da Escola de Comunicação da UFRJ com o projeto de pesquisa "Fotografia e Comunismo: Imagens da Polícia Política no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro" e reúne material inédito produzido pelo fotógrafo e cineasta, Ruy Santos (1916-1989), considerado o fotógrafo 'oficial' do PCB e cujo acervo foi desmantelado pela Polícia Política em 1948, com sua prisão.

Vale a pena conferir e divulgar:  http://www.ccjf.trf2.gov.br/prog/prog.htm 

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Fototeca Digital Fotógrafos y Editores Franceses en México

A coleção digital feita pela equipe de pesquisadores do Instituto Mora representa uma tentativa muito interessante de montagem de um repositório fotográfico que, além das imagens e suas descrições temáticas trata ainda dados relativos aos forográfos e aos históricos de cada coleção. A descrição e a organização das informações segue, no que é possível, as diretrizes da ISAD-g. O tradicional resumo da imagem é abandonado e, em lugar dele, entram dados técnicos e uma miniatura fotográfica. Como se tratam de coleções, os dados relativos ao contexto de produção arquivístico não são sistematicamente evidenciados e, quando é o caso, são indicados no histórico do conjunto. Outro ponto bastante importante na solução mexicana foi a decomposição da autoria fotográfica, conforme Aline Lacerda já havia apontado em sua tese (baixe aqui).
O Digifoto e essa fototeca têm uma linha mestra comum: a idéia de montagem de um repositório digital que não fique sujeito à subjetiva interpretação de conteúdos da imagem, além da buscar estruturar a informação, apenas no que é pertinente, de acordo com a ISAD-g.
Os projetos se distiguem quanto ao foco arquivístico do tratamento da informação, uma vez que a fototeca mexicana está voltada para  as atividades de pesquisa histórica, visando a construção de um corpus documental, devidademente contextualizado quanto à sua produção histórica. As funções administrativas e arquivísticas, nesse caso não são postas em relevo, aspecto relevante para o Digifoto, na busca da constituição de séries tipológicas. O Digifoto propõe ainda, seguindo o método iconológico de Panofsky (baixe aqui artigo sobre essa questão), a decomposição do conteúdo em elementos pré iconográficos e iconográficos.
O mais interessante é que os projetos, apesar das diferenças, são bastante complementares. Em novembro de 2009 o Digifoto teve o privilégio de visitar o Instituto Mora e poder conversar com a equipe de pesquisa (Fernando Aguayo e Lordes Roca) e a equipe técnica da Fototeca Digital na busca de aproximação das duas propostas:
Acesse aqui a fototeca digital do Instituto Mora. Se preferir vá direto ao catálogo on-line.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Tipos de ocorrência de documento imagético no universo dos arquivos


1970 

Maria Irma Ferreira
Maria Susana Ferreira


2006
.

Maria Susana Ferreira


Em texto anterior indiquei que:
De um modo mais esquemático, poderíamos supor três tipos de ocorrência de documento imagético no universo dos arquivos: integrado em outros documentos (positivos fotográficos anexos a um processo, por exemplo); como resultado final de uma ação (registros fotográficos de uma assessoria de prefeito, por exemplo) ou como uma coleção que não guarda uma relação orgânica com seu produtor, ou cujo vínculo já não é mais possível de determinar.  Tal diferenciação apresenta características fundamentais quanto à organicidade dos documentos. (LOPEZ, 2000, p. 221)
Apesar de ainda concordar com o que escrevi há algum tempo, a segunda situação (o documento fotográfico autônomo em relação a anexos textuais) sempre me pareceu mais uma exceção do que uma ocorrência típica. Anteontem tomei conhecimento de uma exposição de Gustavo Germano, sobre os desaparecidos políticos durante o regime militar argentino. Não se tratam, é óbvio, de documentos arquivísticos, porém museológicos. Entretanto a força elocutória das imagens (aos pares e associadas às legendas) é muito forte.

Diversos links e blogs tratam do tema. É só "googlear" (como faz o perú) para poder fruir o trabalho fotográfico de uma infinidade de locais virtuais. Infelizmente não encontrei nenhum que trouxesse apenas as imagens sem cabeçalhos ou palavras de ordem contra um dos mais lamentáveis episódios da história recente argentina. O uso de tais artifícios textuais competem com as imagens em um desnecessário esforço de explicá-las. Na verdade esse tipo de procedimento enfraquece o poder comunicativo das imagens. É como assistir a um filme falado em português com legendas que se proponham a ir além dos diálogos da tela. É como se os apreciadores do trabalho de Gustavo Germano não confiassem no poder comunicativo das imagens.Na página do fotógrafo militante há um link para o blog dele, com vários textos que explicam melhor o contexto das fotos e a proposta do artista. O fato é que mesmo sem tantas informações textuais essas imagens são vetores de informação crítica.

A melhor URL que encontrei para apreciar as fotos sem tantos chavões e palavras de ordem foi este. Acesse aqui e depois deixe aqui seu comentário sobre o poder elocutório das imagens, lembrando de que este trabalho não é de natureza arquivística. A sugestão é analisar as imagens antes de acessar o site do fotógrafo, em:  http://www.gustavogermano.com/.