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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Arquivo Fílmico e Sonoro Australiano

Dois trabalhos de Ray Edmondson 
por Luiz Antonio Santana da Silva
(mestre em CI e pesquisador do GPAF)

Copiado de Flickr: NFSA
Ray Edmondson defendeu, em dezembro de 2011, sua tese doutoral intitulada “National Film and Sound Archive: the quest for identity: factors shaping the uneven development of a cultural institution” na Universidade de Camberra, Austrália, na qual apresenta um panorama histórico da constituição do Arquivo Nacional Fílmico e Sonoro australiano...

Leia mais sobre isso no Blog do GPAF, com direito aos links de acesso a dois trabalhos de Edmondson em: http://bgpaf.blogspot.com.br/2014/06/arquivo-filmico-e-sonoro-australiano.html

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Artigo discute estatuto arquivístico dos documentos audiovisuais

Os pesquisadores do GPAF Luiz Antonio Santana da Silva, Telma Campanha de Carvalho Madio publicaram recentemente artigo que recupera a clássica discussão sobre os documentos audiovisuais serem (ou não) documentos de arquivo. No âmbito do grupo de pesquisa cabe destacar... [continua]...
  • Leia o post na íntegra no "Blog do GPAF" AQUI
  • Entenda a configuração dos novos espaços virtuais do grupo AQUI

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Depoimento de Fernando Palácios


Esta é uma série de posts sobre Fotografia e Storytelling, fruto de conversas e discussões com Bruno Scartozzoni, Fernando Palacios e Martha Terenzzo, que oferecem o curso sobre essa área na Escola Superior de Marketing de São Paulo - ESPM. 

  • Aceda ao primeiro post da série aqui;
  • Aceda ao segundo port da série aqui

O DIGIFOTOWEB agradece a Fernando Palácios por sua contribuição, e sua disponibilidade, em viagem (não poderia deixar de ser), ao nos conceder essas considerações e reflexões, gravado em vídeo em Singapura, em abril de 2013.

Conhecido como "W'onderer Writer e a Volta ao mundo", nas Redes Sociais, Palácios aponta e levanta questões muito pertinentes ao universo da fotografia e suas correlações com o Storytelling, que merecem ser discutidas!

Vídeo de 9 minutos, imperdível! Clique aqui para assistir, ou no link abaixo!


FERNANDO PALACIOS é um dos fundadores do primeiro escritório de Storytelling no Brasil, a Storytellers Brand 'n' Fiction que tem como principais cases: a peça de Teatro "Filhas do Dodô" para J. Macêdo e "O Mistério das Cidades Perdidas" para Mini-Schin que superou 2 milhões de leitores na internet. Criou o primeiro curso universitário de Transmídia Storytelling ministrado na ESPM. Responsável pelo storieswelike.blogspot.com, primeiro blog sobre o assunto. Como planner participou de projetos como Nokia Trends, Camarote da Brahma, Skol Beats e o lançamento do portfólio de cervejas premium da AMBEV. É formado na USP. Em seu próximo projeto irá narrar sua busca pelas Maravilhas da Humanidade enquanto escreve uma obra de ficção a partir de um aparelho celular.

domingo, 12 de maio de 2013

Limites e especificidades dos documentos audiovisuais e suas instituições de guarda

A foto acima foi tirada na reserva técnica da coleção fotográfica da Biblioteca Nacional do Chile e representa uma aquisição recente (o que justifica a aparência de desorganização) de uma coleção de um estúdio fotográfico. A preocupação em tratar a totalidade dos documentos dos titular, de modo a não perder a organicidade, fez com que, nesse momento inicial de pré-organização, nada fosse desmembrado. Assim, até os cenários utilizados foram preservados. Se observarmos bem o texto acima podemos ver alguns termos, intencionalmente colocados, que demandam, no mínimo, maiores explicações. Afinal, trata-se de uma biblioteca, com uma arquivo (chamado de coleção) que preserva documentos tradicionalmente tidos como de museu. Os acervos fotográficos e audiovisuais têm particularidades bastante interessantes e, sobretudo, instigantes, do ponto de vista teórico da Arquivologia.

Luiz Antonio Santana da Silva, que defenderá dissertação sobre isso amanhã (ver post aqui) nos proporciona uma breve reflexão sobre o tema, que está longe de dar conta da complexidade do problema (não se propôs a isso), mas indica alguns ponto iniciais:
Algumas questões gerais sobre documentos audiovisuais nos arquivos, bibliotecas e museus.
 Luiz Antonio Santana da Silva 

A Arquivologia, assim como a Biblioteconomia e a Museologia, é uma subárea do campo do conhecimento científico inseridas na Ciência da Informação (CI) interligadas por um fator unificador: a informação. Nesse sentido, a informação, que gera conhecimento é registra sobre um suporte (físico ou digital), isto é, o documento que primordialmente é objeto de estudo para as 3 Marias. 
 Assim, para Paul Otlet (1937) documento é o livro, a revista, o jornal; é a peça de arquivo, a estampa, a fotografia, a medalha, a música; é também, atualmente, o filme, o disco e toda parte documental que precede ou sucede a emissão radiofônica. O espírito visionário de Otlet já previa que novos gêneros e formatos surgiriam com as modificações ocorridas no contexto social, o que afeta diretamente as instituições.
Logo, os arquivos, bibliotecas e museus passariam a receber em seus acervos esses novos documentos como resultados dessas transformações. Mais especificamente, para Arquivologia de acordo com Bellotto e Camargo (1996), o documento audiovisual pode ser definido como gênero documental que utiliza como linguagem básica à associação do som e da imagem. Essa definição é a mais coerente, visto que não há unanimidade no conceito de documento audiovisual no cenário arquivístico. 
Dessa forma, as Unidades de Informação supracitadas se configuram, basicamente, da seguinte forma:

O que mantêm?
Arquivos: registros ativos, semiativos ou inativos em qualquer formato, gênero e normalmente únicos;
Bibliotecas: materiais publicados em todos os formatos;
Museus: objetos, artefatos, documentos associados. 
Por que são visitados?
Arquivos: prova de ações e transações, pesquisa, divertimento (apenas em arquivos permanentes onde as características do acervo e o valor secundário atraem vários públicos);
Bibliotecas: informação, pesquisa, educação, divertimento;
Museus: pesquisa, educação, divertimento.

Em suma, pode-se dizer que a Biblioteconomia e a Museologia tratam de documentos individuais e a Arquivologia de conjuntos únicos documentais. Destaca-se que, ainda há grande necessidade de aprofundamento nesse tema, seja no arquivo, biblioteca ou museu, já que ao se abordarem questões que modificam paradigmas ou tradições, torna-se necessário embasamento teórico consistente e suficientemente coerente.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Mais uma dissertação de Mestrado do GPAF


Luiz Antonio Santana da Silva, aluno da Unesp (Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, PPGCI/Unesp, Campus Marília) e membro do GPAF, em pouco menos de 1 mês deverá defender sua dissertação de mestrado, que faz uma discussão conceitual sobre os documentos audiovisuais na Arquivologia, conforme os dados abaixo.
Data: 29/abr/2013 13/05/2013
Local: Reitoria da Unesp, São Paulo (SP) PPGCI/Unesp, Campus Marília
Título: Abordagens do documento audiovisual no campo teórico da Arquivologia
OrientaçãoProfa. Dra. Telma Campanha de Carvalho Madio
Resumo:
A necessidade dos documentos audiovisuais serem reconhecidos como documentos de arquivo é resultado da evolução dos suportes e novos gêneros documentais que passaram a ser usados para registrar informações. Além disso, devido às características próximas do real que a linguagem audiovisual proporciona, as instituições e indivíduos têm escolhidos esses novos suporte e gêneros para registrar suas atividades. No decorrer deste estudo foi possível visualizar, de maneira objetiva, a inserção por meio da discussão teórica, dos documentos audiovisuais nos arquivos, assim como a formulação de metodologias e o tratamento dado a esses documentos ainda munidos de valor primário. 
Aprofundando a discussão, tentou-se apresentar e discutir questões levantadas pelos principais teóricos e eventos internacionais da área a respeito de documentos audiovisuais e, consequentemente, buscar um caminho para compreender os conflitos referentes a esses documentos em ambiente de arquivo, como por exemplo, as divergências presentes no conceito de documento audiovisual; traçar o perfil do documento audiovisual desde sua institucionalização dentro dos arquivos; responder o porquê desses documentos serem chamados de arquivos especiais ou fundos audiovisuais; abordar conceitos de documento de arquivo a fim de caracterizar o documento audiovisual como tal; discutir formas de organização da informação em documentos audiovisuais a partir do uso das funções arquivísticas empregadas já na idade corrente da documentação. 
Portanto, este trabalho visa abordar questões centrais da Arquivologia quanto ao tratamento documental voltado aos documentos de arquivo do gênero audiovisual. Esse entrelaçamento de desafios e perspectivas busca uma melhor compreensão para a organização adequada dos documentos audiovisuais em arquivos após a identificação e resolução de problemas encontrados na literatura, propondo que esses documentos sejam tratados no momento de sua produção, já que constituem documentos de arquivo igualmente aqueles documentos tradicionais de arquivo.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Our Story in 2 Minutes

Recentemente foi divulgado na Internet um vídeo de 2 minutos, de autoria de Joe Bush, que buscou recontar a história do mundo e da humanidade.

Assista o vídeo aqui, direto do You Tube e leia mais sobre ele na coluna do Ricardo Setti

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Material do curso da Profa. Antonia


O blog do DigifotoWeb disponibiliza o material utilizado pelo curso da profa. Antonia Salvador, ministrado no CEDOC/UnB durante os dias 19 e 20 de novembro de 2012. Trata-se de um "kit" em arquivo zipado composto pelo PDF das 4 apresentações exibidas durante as aulas e uma série de anexos em Word para elaboração de documentos de referência, de docação etc.

Baixe o arquivo zip aqui.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Reflexão sobre características da Diplomática em documentos audiovisuais


A Diplomática identifica nos documentos as características formais que os definem. As análises de materiais não convencionais, hoje realizadas muitas vezes não permitem identificar dados típicos da Diplomática tradicional, tais como protocolos iniciais e finais. O desafio a ser enfrentado pela Diplomática especial perpassa a adaptação dos elementos tradicionais na análise dos documentos contemporâneos. Nossa preocupação relaciona-se aos registros imagéticos e audiovisuais. O material audiovisual pode ser armazenado de diversas formas, em vários formatos e diferentes suportes. A facilidade que temos hoje de manipular uma imagem de vídeo, permite que a mesma imagem em movimento seja parte integrante de diferentes arquivos ou bibliotecas. 

A análise e organização de informação de tais documentos carece de maiores definições conceituais quanto aos seus elementos constitutivos. Por exemplo: em um documento textual a identificação do protocolo e escatocolo não costuma ser problemática, mas como é que fica essa questão em um programa de telejornal? Quais seriam o protocolo e escatocolo do telejornal? Se uma empresa de telecomunicação armazena sua produção jornalística na íntegra, ou seja, com todas as partes que identificam o programa jornalístico que veiculou aquelas notícias (abertura do programa e créditos), é possível facilmente detectar características de protocolo inicial e final. Quando são armazenadas as mesmas imagens em seu formato "bruto", o seja, sem as edições finais do programa, tais características não são encontradas.

Para uma visão mais geral dessa questão veja vídeo sobre pesquisa de graduação realizada por Laila Di Pietro aqui e/ou baixe o trabalho completo a partir daqui.

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Laila Di Pietro e André Lopez

terça-feira, 29 de novembro de 2011

WICI discutirá temáticas relacionadas às fotografias


O já tradicional evento do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da UnB deste ano terá uma especial atenção para o universo das fotografias. A palestra de abertura contará com a presença do coordenador do grupo de trabalho do Conselho Internacional de Arquivos sobre arquivos fotográficos e audiovisuais - PAAG (ver aqui), o diretor do Arquivo de Girona (Catalunya) Joan Boadas. A palestra de encerramento terá como convidada Isabel Wschebor do Arquivo Municipal de Montevideo e também pesquisadora do PAAG. O Grupo de pesquisa Acervos Fotográficos (GPAF) ainda promoverá uma reunião aberta, que contará com a presença dos ilustres convidados.

O 7º WICI é aberto para o público em geral, sem necessidade de inscrições. Além disso, contará com transmissão on-line em tempo real, para os demais interessados. Maiores informações (bem como o acesso à TV-WICI) podem ser obtidas diretamente aqui.

Atenção para as datas e horários dos eventos de maior interesse para os participantes deste blog:

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Recursos para trabalhar com imagens via Web

Pong. Hands and filmstrips - Copíado de Free Digital Photos.net
Muitas vezes para que se possa fazer uma reflexão sobre documentos imagéticos de arquivo a exemplificação e a ilustração podem facilitar o entendimento e a recepção do texto. O uso indiscriminado do "recorta-e-cola", além de gerar problemas quanto à organicidade documental (ver aqui) além de infringir direitos de autor e de divulgação (ver post sobre o tema aqui). O coleg@ Juan Chileno Milla, que é peruano, nos dá uma útil dica de 16 ferramentas gratuitas para a edição de imagens (clique aqui), além dos links para 15 bancos de imagens de uso gratuito para fins não comercias (veja aqui). Agora além da dica aos colaboradores deste blog para a correta referenciação do material utilizado fica divulgada a informação sobre recursos facilitadores.

Veja aqui o post original de Juan Chileno e aproveite para conhecer interessantíssima comunidade docente virtual.

Publicado originalmente em Diplomática e Tipologia Documental

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Dia internacional do patrimônio audiovisual

Hoje, dia 27 de outubro, celebra-se o
Dia Internacional do Patrimônio Audiovisual !


"Auto-retrato" de Joe Clark (vulgo "Hill Billy Snap Shooter"). Copiado do blog "A View to Hugh"
A câmara da cidade de Girona (Catalunya) através do Centro de Pesquisa e Difusão da Imagem (CRDI), com a colaboração do Conselho Internacional de Arquivos, celebraram a data com a publicação de um poster (baixe aqui em inglês) sobre a cronologia do desenvolvimento histórico da mídia audiovisual: cinema, fotografia, televisão, vídeo e gravação sonora. Simultaneamente, foi criado um website em quatro idiomas (catalão, inglês, espanhol e francês) que contém, no momento, 280 referências cronológicas, 30 registros audiovisuais e 140 imagens. 


Clique aqui para ver a notícia completa no site do Conselho Internacional de Arquivos (ICA).
Clique aqui para conhecer a página do Photographic and Audiovisual Archives Working Group do ICA.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Alunas de Biblioteconomia fazem monografia ligada ao DigifotoWeb

Foto: Tiago Machado

Laila di Pietro e Nathalia Carvalho, que colaram grau como bachareis em Biblioteconomia em 11/11/2010, defenderam recentemente monografia sobre organização de documentos audivisuais e imagéticos. O trabalho teve a orientação de Marcílio de Brito e André Lopez e buscou conciliar o instrumental biblioteconômico da recuperação e sistematização da informação de conteúdos com as bases da organicidade arquivística. O trabalho se vale dos referenciais teóricos da diplomática, desenvolvidos por Luciana Duranti e aplicados por Rosa Vasconcelos (2009) no caso específico da TV Senado. 

Acesse aqui a monografia "Organização de documentos audiovisuais e imagéticos: uma abordagem em diplomática e tipologia documental" que tem o seguinte resumo:
O estudo desenvolvido propõe a organização de documentos não-convencionais, a saber, audiovisuais e imagéticos, com base nas teorias da Diplomática e Tipologia Documental, para um maior aprofundamento no conhecimento do objeto de armazenamento de um Sistema de Informação. O tratamento do documento através de conceitos arquivísticos propõe uma nova abordagem de estruturação de sistemas para a organização da informação dentro de uma instituição. O estudo sobre Diplomática seguiu a teoria de Luciana Duranti, explicada por diversos autores. A formulação de campos de análise teve como modelo a análise tipológica e diplomática realizada por Vasconcelos (2009) em documentos audiovisuais do Senado Federal. A análise realizada neste trabalho permitiu a adaptação dos campos utilizados para descrição de documentos para vídeos e fotografias, além da proposta de inclusão do conceito de organização baseada nas características arquivísticas e bibliotecárias na estruturação de SIs e nas instituições que possuem acervos não-convencionais. 

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Espanha é campeã da copa 2010... Espanha?



A imagem acima provavelmente passou desapercebida do espectador brasileiro, porém, certamente, foi muito bem notada pelos espanhóis, principalmente pelos catalães. A bandeira da Catalunya e a taça,  empunhadas pelo jogador Puyol têm um efeito simbólico muito grande no complexo cenário dos imaginários nacionais da Espanha. A imagem, como informação, pode ser portadora de uma carga simbólica muito forte. Tais imagens-símbolos costumam ser reproduzidas em inúmeros documentos na tentativa de afirmação dos ideais nelas identificados. 

É importante que ao lidar com documentos imagéticos sejamos capazes de diferenciar as imagens (informação) dos documentos que as contém. Na reprodução acima temos várias imagens, mais abstratas, ou menos, porém nenhuma concreta e, de algum modo conflitantes: a vitória (representada pela taça), a Catalunya (representada por sua bandeira), a Espanha (representada por seu jogador) etc. Para tantas imagens (que valem mais do que 1.000 palavras) temos apenas um documento: este post, fruto de meu interesse acadêmico. Um documento com texto e imagem articuladas. 

A imagem, como informação independente de um documento pode ter múltiplos desdobramentos e influências. Podem ser mentais, podem impulsionar "imaginários" políticos e podem ser incorporadas a suportes, constituindo documentos para que tenham maior funcionalidade. A imagem de Puyol com a copa e a bandeira catalã provavelmente será transposta para posteres, camisetas, blogs etc. Longe dos debates, ao menos para mim fica a satisfação de ver que o melhor futebol triunfou.


Mesmo antes da decisão (e antes da comemoração de Puyol) alguns jornais brasileiros já apontavam a tensa relação Espanha-Catalunya no plano simbólico da copa do mundo, com alguns desdobramentos nada simbólicos (veja aqui reportagem do Correio Braziliense). Algumas imagens desempenharam papel crucial no estabelecimento, manutenção ou desarticulação de ordens políticas e sociais, como nos mostra o livro de Tomás Pérez Vejo sobre as guerras de independência ocorridas na América espanhola. Será que a forte imagem do jogador catalão terá maiores desdobramentos, no plano simbólico, no acirrado e histórico embate do nacionalismo espanhol? 

terça-feira, 29 de junho de 2010

Mesa-redonda sobre grupo de pesquisa

O grupo  Acervos Fotográficos se reunirá nesta 5ª, às 14:00, no auditório da FCI, para conversar com os alunos da disciplina de Metodologia de Pesquisa do Programa de pós-graduação em Ciência da Informação da UnB sobre a articulação de pesquisadores em grupos de pesquisa. A mesa-redonda, coordenada por Darcilene Sena Rezende, contará com contribuições de Telma Campanha de Carvalho, Aline Lopes de Lacerda e André Porto Ancona Lopez. Cada pesquisador procurará apontar brevemente os principais aspectos de suas pesquisas e as respectivas articulações com a Ciência da Informação e os ambientes institucionais nos quais vêm sendo desenvolvidas. A atividade tem como objetivo apresentar aos alunos o funcionamento interno de um grupo de pesquisa com vistas ao debate sobre a institucionalização da ciência no Brasil e um de seus mecanismos de sistematização.

A atividade é aberta a todos os interessados. Prestigie!

Convite - Defesa de dissertação

Nesta 5ªf ,às 9:00, no auditório da FCI, será a defesa da dissertação de Edna de Souza Carvalho, integrante do grupo de pesquisa Acervos Fotográficos intitulada Impacto da gestão de documentos no processo de produção digital da TV Senado. A candidata será inquirida por Aline Lopes Lacerda (Fiocruz-RJ) e Renato Tarciso Barbosa de Souza (PPGCINF-UnB) sob a presidência de André Porto Ancona Lopez (orientador). A autora assim resume o trabalho:

"O advento da digitalização aponta para inúmeras mudanças tanto nos instrumentos de trabalho, quanto nas formas de transmissão da programação das emissoras de televisão. O ciclo de produção prevê o tráfego digital de imagens e conteúdos, sem a utilização de mídias – padrão tapeless – impondo a existência de um processo de trabalho capaz de interligar rotinas de produção, distribuição, transmissão e arquivamento. Rousseau e Couture (1998) destacam que a introdução progressiva da tecnologia eletrônica transforma o modo como as instituições funcionam relativamente a métodos de criação e de recepção, de utilização, de conservação, de orientação e de eliminação da informação e dos documentos de arquivos. Nesse cenário os produtores de conteúdo terão que executar atividades de gestão de documentos para trabalharem com eficácia. Este estudo analisa a gestão de documentos audiovisuais digitais como uma das etapas do processo de produção em emissoras de televisão em ambiente digital, a partir do estudo de caso da TV Senado".

Assistir a defesas de teses e dissertação é uma atividade recomendável não apenas para o interessado no tema, porém para qualquer aluno de pós-graduação, que passa a entender melhor a sistemática acadêmica do evento, já se prepara para a própria defesa, prestigia um colega em um momento tão importante, além de perceber que uma banca de defesa não é um tribunal inquisitorial:

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O poder das imagens


Na excelente partida de hoje a Argentina bateu o México por 3x1. O lance curioso, do ponto de vista das imagens ocorreu no 1º gol argentino, marcado como lance legal e depois visto como impedimento do atacante Tevez. Erros de arbitragem são comuns (mais do que se gostaria) e perdoáveis (muito mais do que se deveria), posto que os juízes são seres humanos, sujeitos a erros de interpretação, muitas vezes provocados por fatores conjunturais como a velocidade do lance, posicionamento na jogada etc. O curioso deste lance é que logo após o gol o atacante argentino olha para o bandeirinha, e este último inicia sua corrida em direção ao meio campo, validando o gol. O juiz hesita um momento e depois valida o gol, já em meio às comemorações argentinas. A equipe do México fica imóvel e não reclama de nada (quem cala, consente). Passados alguns instantes surge no telão do estádio a animação que revela a ilegalidade do lance. O fato não passa desapercebido do bandeirinha, que chama o árbitro, e nem da equipe do México que, agora, passa a reclamar de algo que, momentos antes havia sido percebido por eles apenas como um lance normal de jogo. 

Saindo da análise futebolística o episódio é marcante pois indica como a imagem, que nada mais era do que a representação de um momento da realidade, passou a ser mais importante do que a experimentação da realidade ocorrida momentos antes pela equipe mexicana. Uma simples imagem deu novo significado a um fato que já havia sido consumado. Para que isso fosse possível para milhões de pessoas ao redor do mundo simultaneamente a crença nos atributos técnicos e na precisão do aparato fotográfico utilizado teve que ser inquestionável. Mais do que isso, a crença na neutralidade da manipulação gráfica, que produziu uma zona de sombras e marcou, com suposta precisão, o momento exato do lance, teve que ser, igualmente unânime. Tal unanimidade foi responsável pela mudança de atitude da equipe do México, que de resignada passou a se sentir injustiçada e do bandeirinha que chamou o juiz para tentar reverter sua decisão. Os narradores do jogo (que nada comentaram sobre a irrgularidade antes de verem a animação gráfica) e os espectadores também passam a ressignificar o fato (reveja o lance aqui). A simples crença na precisão da imagem televisiva (e no aparato que a produz) é insuficiente para que o fato seja aceito como real pelos espectadores. Somente a animação computadorizada nos devolve a fé na realidade transmitida via satélite, posto que a imagem por si mesma nos é (mesmo com narração) ainda muito polissêmica. 

Nos documentos imagéticos de arquivo tal polissemia somente é eliminada pelo contexto de produção documental, que deverá estar presente nas ferramentas de gestão e organização documental. Com certeza, nesse exato momento, uma cópia de tais imagens já devem ter sido anexadas ao processo de análise técnica do desempenho do trio de arbitragem a ser feito pela comissão de arbitragem da FIFA. O próprio processo, por ser um documento administrativo, buscará eliminar a polissemia e as imagens estarão acompanhadas, não apenas da animação gráfica, de outros elementos, em sua maioria textuais, que não apenas promoverão outra significação do fato, mas que ainda darão algum tipo de encaminhamento administrativo. Nos arquivos da comissão disciplinar, mais importante do que saber o significado de tais imagens é registrar, de modo inequívoco e preciso, as ações administrativas deste órgão, subsidiadas, ou não, por imagens. Elas, como parte integrante de um documento maior, jamais poderão ser, em termos lógicos, desmembradas em função de qualquer interesse de pesquisa.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

CIA cria grupo de trabalho sobre documentos fotográficos e audiovisuais

Clique na foto e tenha uma surpresa

Joan Boadas i Rasset de Girona (Catalunya) é o coordenador do grupo constituído pelo Conselho Internacional de Arquivos em 2009. O objetivo é promover a aproximação, de modo não excludente, dos temas vinculados ao patrimônio fotográfico e audiovisual aos arquivos. As primeiras ações previstas inicialmente, segundo ele são as seguintes:
  1. Conocer las encuestas realizadas por los diferentes organismos existentes. No proponer nuevas encuestas. Las existentes deberían permitir tener un conocimiento del estado de la cuestión. A partir de esta información detectar las necesidades de los archivos y sus temas de interés.
  2. Seleccionar los recursos que ya han sido elaborados por los distintos organismos y que puedan ser de interés para los archivos.
  3. Destilar los recursos existentes y preparar versiones que puedan ser de utilidad para los archivos. Temas posibles como ejemplo: Descripción; Metadatos; Conservación; Propiedad Intelectual,  Difusión, etc.
  4. Crear una base de datos bibliográfica. Como ejemplo se podría intentar disponer del material ya elaborado por los proyectos SEPIA y TAPE. Algunos de estos textos están traducidos a distintos idiomas. El web del ICA podría crear un apartado que acogiera los distintos textos que previamente serían validados por el Grupo de Trabajo.
  5. Posibilidad de crear un Foro en Internet pensado para archiveros que gestionan fondos fotográficos y audiovisuales.
Clique aqui para ver a nota oficial do boletim de noticias do CIA.