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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mapeamento de conjuntos documentais fotográficos


Copiado de Photo District News

Mapeamento dos conjuntos documentais existentes no CEDOC/UnB
Luiza de Lima e Silva
(aluna de Arquivologia UnB e estagiária do CEDOC)

O acervo fotográfico do CEDOC/UnB é constituído de fotografias oriundas de várias origens. Algumas foram doações feitas por professores, outras foram doadas pela Faculdade de Comunicação. São fotografias de prédios, vestibulares, cenas do movimento estudantil, jornais da Universidade, entre outros. Com o trabalho de identificação dos conjuntos realizado no CEDOC, foi possível quantificar o vloume do acervo em aproximadamente 32.600 imagens, que seguem nenhuma ordem lógica de arquivamento. Algumas estão digitalizadas e disponíveis no Light Base Windows (o antigo sistema de banco de dados utilizado pelo CEDOC para regatar informações referentes às fotografias para pesquisa) , e outras estão no acervo físico, não digitalizadas. Outro problema apresentado se referente às informações que acompanham as fotografias. Muitas não possuem descrição arquivística e sim meramente do conteúdo da imagem, o que dificulta a recuperação dos registros, suas funções e respectivos contextos. 

Tais problemas refletem uma falta de gestão no âmbito de criação dessas fotos, o produtor deveria ter descrito e identificado o contexto arquivístico para assim ser possível recuperar as informações referentes à organicidade e à proveniência, que são os principais conceitos arquivísticos para que um documento possa ser considerado arquivístico. Segundo o Dicionário de Terminologia Arquivística, “arquivo é o conjunto de documentos que independentemente de sua natureza ou do suporte, são reunidos por acumulação ao longo das atividades de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas.” Este conceito remete à ideia dos documentos serem acumulados no desenvolvimento de atividades seguindo uma ordem e uma lógica de produção. Os conjuntos identificados no CEDOC não possuem uma lógica de produção bem delimitada, pois vieram de outros setores, ou doações, ou simplesmente "já estavam lá", o que dificulta a análise arquivística. 

O trabalho se iniciou com a identificação das fotografias que já estavam no servidor do CEDOC. No primeiro momento buscou-se identificar os conjuntos que já estavam delimitados, e posteriormente identificamos outros conjuntos que estavam espalhados pelo CEDOC e contabilizamos a quantidade de fotografias, além de termos reunido informações relevantes de cada um conjunto. Em outro momento posterior deveremos inserir esses documentos (fotografias) em uma nova base de dados, que consiga proporcionar um acesso mais eficaz --e contextualizado arquivisticamente-- às fotografias do CEDOC.  Será uma tarefa difícil, visto que contexto se perdeu e nem sempre conseguirá ser reconstruído. 

Ao analisar os conjuntos, com base nos conhecimentos arquivísticos adquiridos ao longo do curso e com apoio de bibliografia específica, conclui que os documentos (as fotografias), do caso em questão, do modo com que se apresentam, não têm qualidades arquivísticas, já que não estão relacionados ao contexto orgânico da universidade no desempenho de atividades da instituição. As fotos fora de seu contexto de produção esvazia a lógica orgânica em relação a outros documentos não imagéticos da universidade. No CEDOC os documentos estavam sendo tratados de maneira isolada, em desacordo com o princípio da proveniência e o respeito da ordem original, o que prejudica a identificação precisa de sua organicidade e inviabiliza a descrição arquivísticas das fotografias. 

O documento que foi retirado de seu contexto original de produção (objetivo pelo qual foi criado) perde seu sentido e impossibilita sua real compreensão de significado administrativo. Cada documento de arquivo tem como função principal provar a realização de atividades, juntamente com outros documentos produzidos para a realização da mesma atividade. No caso analisado não se verificou tais relações fazendo com que o acervo fotográfico do CEDOC, no modo em que se encontra atualmente, não possa ser considerado mais do que  um coleção, um banco de dados com imagens, separado de sua origem produtora e sem relações  perceptíveis com outros documentos produzidos pela instituição.


Referências Bibliográficas 

DICIONÁRIO de terminologia arquivística. São Paulo: AAB-SP; Secretaria de Estado da Cultura, 1996. 

LOPEZ, André P. A. El contexto archivístico como directriz para La gestión documental de materiales fotográficos de archivo. Universum, Talca ( Chile), v. 23, n. 2, p. 12 – 37, 2008. (Disponível aqui).

LOPEZ, André P. A. As razões e os sentidos: finalidades da produção documental e interpretação de conteúdos na organização arquivística de documentos imagéticos. 2000. Tese ( Doutorado em História Social). Programa de Pós-graduação em História Social da FFLCH- USP. São Paulo:2000. (Disponível aqui).

LOPEZ, André P.A., BORGES, L. Uma visão arquivística sobre os documentos fotográficos referentes ao decanato de ensino de graduação presente no acervo do Centro de Documentação da Universidade de Brasília. Ciência da Informação, Brasília, DF, Brasil, V. 38, n. 3, p. 160-176, set./dez. 2009. (Disponível aqui).

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Reflexão sobre características da Diplomática em documentos audiovisuais


A Diplomática identifica nos documentos as características formais que os definem. As análises de materiais não convencionais, hoje realizadas muitas vezes não permitem identificar dados típicos da Diplomática tradicional, tais como protocolos iniciais e finais. O desafio a ser enfrentado pela Diplomática especial perpassa a adaptação dos elementos tradicionais na análise dos documentos contemporâneos. Nossa preocupação relaciona-se aos registros imagéticos e audiovisuais. O material audiovisual pode ser armazenado de diversas formas, em vários formatos e diferentes suportes. A facilidade que temos hoje de manipular uma imagem de vídeo, permite que a mesma imagem em movimento seja parte integrante de diferentes arquivos ou bibliotecas. 

A análise e organização de informação de tais documentos carece de maiores definições conceituais quanto aos seus elementos constitutivos. Por exemplo: em um documento textual a identificação do protocolo e escatocolo não costuma ser problemática, mas como é que fica essa questão em um programa de telejornal? Quais seriam o protocolo e escatocolo do telejornal? Se uma empresa de telecomunicação armazena sua produção jornalística na íntegra, ou seja, com todas as partes que identificam o programa jornalístico que veiculou aquelas notícias (abertura do programa e créditos), é possível facilmente detectar características de protocolo inicial e final. Quando são armazenadas as mesmas imagens em seu formato "bruto", o seja, sem as edições finais do programa, tais características não são encontradas.

Para uma visão mais geral dessa questão veja vídeo sobre pesquisa de graduação realizada por Laila Di Pietro aqui e/ou baixe o trabalho completo a partir daqui.

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Laila Di Pietro e André Lopez

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Jogo dos 2 erros

Imagens copiadas de O Globo

A pouco tempo fomos surpreendidos com a morte do líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, e fomos por volta de um mês inteiro bombardeados com notícias a respeito. Foi surpreendente notar a necessidade da imagem como fonte de prova com a ansiosa expectativa de se ver o homem morto no papel fotográfico. Enfim... tal imagem não foi divulgada para que pudermos ter matéria prima de um post. Entretanto, a notícia de um jornal em particular chamou a atenção a respeito do "apelo imagético":

Observem a imagem e identifiquem o que tem de diferente entre a fotografia mais acima e a que aparece no jornal. Não reparou diferença? No que foi publicado no jornal não aparecem a Secretária de Estado dos EUA, Hilary Clinton e nem Audrey Tomason, ao fundo, assessora de contraterrorismo na Casa Branca. Enfim.. Trata-se de um jornal ultraortodoxo judaico, o Der Zeitung - que pela sua orientação religiosa - considera inapropriado que haja divulgação de imagem de mulher.

O que vem ao caso aqui não é o discurso religioso, mas que implicações este fato curioso pode ter quanto a maneira que a imagem é compreendida na sociedade, bem como a capacidade desse jornal de transpassar a veracidade de documentos imagéticos.
"A experiência recriativa de uma obra de arte depende, portanto, não apenas da sensibilidade natural e do preparo visual do espectador, mas também de sua bagagem cultural."
(PANOFSKY, 1991, p.39.)
Fazendo-se um entendimento análogo entre "obra de arte" e fotografia - por ambas tratarem de experiências imagéticas - Panofsky sugere que a compreensão da imagem encontra limite nos nossos valores culturais. Entretanto, armados do aparato tecnológico, esse jornal simplesmente suprimiu aquilo que é culturalmente "incompreensível" (ou inaceitável) em uma imagem jornalística: a figura feminina.

É óbvio que isto resulta em grandes perdas quanto a veracidade da imagem enquanto documento, conseqüentemente, também não se compreende o sentido total da imagem seja em sua análise formal pura, seja na atribuição de sentido as expressões nela captadas; embora esta última análise também se limite a valores culturais. Quanto a forma pura da imagem, diríamos sobre Hilary Clinton que se trata de uma mulher loira de meia idade... depois falaríamos das outras 12 pessoas, dos equipamentos, sem sair deste nível de detalhamento. Quanto à atribuição de sentido poderíamos dizer quem são as pessoas, que supostamente demonstram um estado de atenção e preocupação e Hilary Clinton (se não estiver bocejando disfarçadamente) é a principal figura na imagem a evidenciar tal prontidão.

"Existem duas coisas, portanto, que nos devemos perguntar sempre se acharmos falhas na exatidão de um quadro. Uma é se o artista não teria suas razões para mudar a aparência daquilo que viu. [...] A outra é que nunca deveríamos condenar uma obra por estar incorretamente desenhada, a menos que tenhamos a profunda convicção de estarmos certos e o pintor errado." 
(GOMBRICH, 2000, p. 18.)
Mantendo a mesma analogia na relação "quadro"-fotografia, pelo mesmo motivo defendido por Gombrich, poderíamos contrapor qualquer acusação que se pudesse contra esse jornal, a não ser que tivéssemos absoluta certeza que o Deus desses judeus não se incomodaria que mulheres fossem fotografadas (ou ainda, que tal Deus não exista).

Certo... talvez não possamos discutir o mérito da imagem modificada, mas não nos é proibido debater as implicações que tal fato tem para a sua compreensão, pois esta discussão existe porque nossa abordagem sobre a fotografia mescla arte, técnica, e organicidade arquivística. Mas até que ponto a compreensão dos três pode (deve) ser misturada?

segunda-feira, 13 de junho de 2011

1º Prêmio Internacional de Fotografia SEDIC

A Asociasión Española de Documentación e Información convoca todos os interessados a participarem do 1º Prêmio Internacional de Fotografia.

A obra premiada será publica na íntegra ou um detalhe da mesma como capa de um livro da editora Pàginas de Espuma, em qualquer de suas coleções. E receberá um prêmio em dinheiro de 1500 euros.

Ela também será incluída de forma destacada em uma exposição virtual na página do SEDIC  http://www.swedic.es, em uma exposição física itinerante através de cidades diferentes que será anunciada oportunamente e com a devida antecedência.

Para mais informações clique  aqui

Postado por Cleila Barbosa

terça-feira, 29 de março de 2011

Pesquisa: uma metamorfose ambulante...

Fonte da Imagem: www.novoze.blogger.com

Dando início as atividades práticas da pesquisa a respeito dos efeitos da classificação de documentos imagéticos que fazem uso da resolução 14 do Conarq foi conveniente fazer nela algumas alterações que não põem em detrimento seu foco.

Quando iniciei a pesquisa, a intenção inicial era detectar os efeitos da aplicação do plano de classificação mencionado por estar inspirado por frustrações observadas ao longo da minha experiência com classificação usando este instrumento. Tratando-se do meu primeiro projeto científico o professor André me orientou a reduzir a abrangência sem prejudicar a intenção. Deste modo objetivei averiguar os efeitos da aplicação do plano de classificação da resolução 14 em documentos fotográficos no Arquivo Público do Distrito Federal. Sendo mais interessante para iniciação científica ter um grupo mais restrito de documentos (fotográficos) em um campo restrito (ARPDF).

Para iniciar a pesquisa reforcei meu conhecimento acerca do assunto com uma bibliografia direcionada e, até então, relacionava o resultado dos estudos com as experiências que eu já tive, foi quando pareceu conveniente já analisar a ocorrência de algum problema no ARPDF devido o uso do plano do Conarq.

É de meu conhecimento que alguns órgãos do DF, apesar de não serem obrigados por não se tratar do Executivo Federal, usam o plano do Conarq para a classificação. Entretanto, visitando o ARPDF foi-me revelado que grande parte dos documentos fotográficos chegam sem ter uma classificação e, somente foram transferidos devido a uma resolução que determina a transferência de tais documentos após a extinção de um dado período. Trarei mais detalhes sobre esta resolução no próximo post que escrever.

Além disso, verificou-se que, mesmo que houvesse um volume razoável de documentos fotográficos classificados pela Resolução 14, seus efeitos não seriam verificáveis posto que, quando os documentos fotográficos são transferidos ao arquivo público, são submetidos a uma classificação elaborada pelo próprio ARPDF sendo que é a partir desta classificação que se desmembra a gestão e não da classificação feita pelo órgão produtor. Assim sendo, não se pode tirar conclusões concretas a respeito do uso da Resolução 14 no ARPDF, entretanto, a classificação a qual os documentos que chegam ao ARPDF é submetida se assemelha a resolução 14 já que temas subjetivos (assuntos) são o principal critério de classificação. Deste modo, se verificará nesta pesquisa os efeitos da aplicação de plano de classificação que se baseie em temas subjetivos e assuntos gerais. Nestas características se inserem não somente o plano do Conarq, mas a maioria (arrisco esse palpite) dos planos de classificação do Brasil.

domingo, 20 de março de 2011

Posturas de pesquisa relacionadas à organização arquivística de acervos fotográficos


A jovem pesquisadora Luana de Almeida Nascimento compartilha algumas de suas conclusões relativas à sua Iniciação Científica, não apenas para ajudar no debate relativo aos documentos imagéticos de arquivo, mas também, espero, para estimular os pesquisadores mais jovens ainda ao desenvolvimento de trabalhos de pesquisa. O projeto foi desenvolvido sob orientação da Profa. Dra. Telma Campanha de Carvalho (vice líder do GPAF), junto ao curso de Arquivologia da UNESP/Marília e financiado pela FAPESP. 


Organização arquivística dos documentos fotográficos da Série “Registros Fotográficos do Projeto ‘Obras da Serra’” – Fundo Eletropaulo – Eletricidade de São Paulo S/A: considerações iniciais 
 Luana de Almeida Nascimento 
Longe de serem conclusivas, as considerações resultantes do exaustivo processo de pesquisa objetivam a verbalização de algumas reflexões e, na medida do possível, abrir novos campos de discussão no que tange a organização arquivística de acervos fotográficos. Desta maneira, as análises apontam para duas direções: uma retrospectiva e outra prospectiva.
Sob o ponto de vista retrospectivo cabe considerar a situação precária da maioria das instituições arquivísticas do Brasil. Raros são os profissionais com formação na área, fato aparentemente inofensivo à primeira vista, mas que se reflete na ausência de um olhar crítico sobre as tarefas arquivísticas, no distanciamento entre a práxis e a teoria, na falta de normalização, no rigor metodológico dentre tantos outros aspectos sintomáticos dos arquivos. Desta maneira, parece-nos incontornável tecermos considerações acerca de determinados procedimentos metodológicos típicos dos arquivos e não considerar a formação do profissional responsável por tais procedimentos. A constante interlocução entre teoria e prática no campo arquivístico apresenta-se como um dos principais aspectos para a sedimentação e desenvolvimento da Arquivologia como campo científico.

A análise prospectiva, por sua vez, aponta para alguns estudos realizados recentemente relacionados à urgente necessidade de reconhecimento e estabelecimento de uma postura gerencial por parte do arquivista. Conforme ressaltado em todo o projeto de pesquisa realizado, mais do que um mero custodiador de acervos documentais, cabe ao arquivista o gerenciamento dos acervos documentais de tal forma que todas as atividades realizadas possibilitem o acesso (atual e futuro) ao documento (do suporte documental e conteúdo informacional no caso dos acervos fotográficos) devidamente contextualizado para os mais diversos usos. Tal análise considera que, muito além da guarda de documentos, os procedimentos metodológicos preconizados pela teoria arquivística tem como foco principal possibilitar o acesso (atual e futuro) dos documentos (contemplando seu aspecto material e informacional) devidamente contextualizados, fato que os qualificam enquanto arquivísticos. Aponta também para a importância de análise dos estudos recentes que apresentam uma abordagem informacional nos arquivos e da gestão da informação arquivística como aspecto de suma importância para a preservação e acesso do documento arquivístico e suas relações orgânicas com o produtor e os demais documentos.

O enfoque na questão informacional mostra-se adequada para tais considerações na medida em que consideramos os suportes documentais não-convencionais e o tipo de tratamento que estes recebem nos arquivos. Sob tal perspectiva, a fragilidade dos suportes levantou questões como a reformatação dos mesmos como possibilidade de fornecer o acesso à informação neles contidas. Tais questões ainda são recentes no campo arquivístico. Convém, portanto, considerá-las criticamente não como uma possível solução para a questão da organização arquivística dos acervos fotográficos, mais do que isto, tal abordagem pode representar importantes contribuições para uma mudança na postura profissional do arquivista, sedimentação do campo arquivístico e meio de inclusão dos documentos em suportes não-convencionais nas pautas de discussão da área.

O relatório integral, para quem tiver interesse, pode ser baixado aqui. 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sabe com quem você está falando?

Olá pessoal, meu nome é Fabiana, sou aluna de Arquivologia da UnB. Faço parte do grupo desde o segundo semestre do ano passado, graças ao convite do prof. André Ancona, para participar de um Projeto de Atividade Complementar (PAC). Venho aqui, hoje, compartilhar minhas dificuldades no desenvolvimento da atividade. O tema do meu trabalho é Gestão Arquivística de Fotografias. O tema não é tão desenvolvido no meio arquivístico e no Brasil ainda temos problemas práticos com a gestão desse tipo de documento.

A primeira dificuldade que tive foi escolher um tema que perpassasse à especialidade do professor. Essa dificuldade pareceu maior quando me dei conta de que o curso está no final e aquela pergunta “E o que você produziu para a academia?” pareceu não sair mais da cabeça. Outra dificuldade, e confesso que ainda tenho, é aprofundar apenas em um ponto do tema, restringir cada vez mais a pesquisa. Estou policiando-me para não fugir do tema ou abranger demais.

Depois de levantar algumas referências, ler uma parte delas, a próxima dificuldade é começar a escrever... Por onde começar? Acho que essa deve ser a dificuldade de vários, mas basta sentar na cama, colocar as ideias no lugar, que tudo flui. Às vezes não como planejamos, mas a esperança é a última que morre, não é?! O tempo é outro fator que influencia no desenvolvimento de um trabalho. Bom, tento estudar e escrever da melhor maneira possível para compartilhar o conhecimento. Espero que o produto da minha pesquisa seja de grande valia para esclarecer dúvidas. Até a próxima! ;)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sobre a reunião ocorrida do GPAF


A primeira reunião aberta do GPAF de 2011 (ver post aqui), contou com mais de 30 participantes e com muitos interessados em participarem dos próximos encontros. Entre uma falta de luz e outra, sem internet, a reunião suscitou interessantes debates, sobre, entre outros assuntos, a clássica questão texto-contexto e a problemática percepção induzida pelo Conarq quanto aos documentos fotográficos em arquivo. Dentre as possibilidades de cooperação abordadas, a disposição do CEDOC em servir de laboratório para algumas atividades do  projeto "Survival Kit" do PAAG/ICA (ver página aqui) foi anotada como relevante.

Algumas das falas foram acompanhadas de apresentações, aqui disponibilizadas:

Uma nova logo do GPAF foi apresentada, em função dos comentários feitos em post específico (acesse aqui). Salvo objeções bem fundamentadas ou novas propostas (todas elas concorrendo ao livro mencionado no post das logos), o desenho abaixo será oficializado no próximo upgrade do design deste blog:

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Reunião Aberta do GPAF - Jan 2011


Ocorrerá nesta 3ªf, dia 01/fev/2010, às 15h00 a 1ª reunião aberta do Grupo de Pesquisa Acervos Fotográficos (GPAF) de 2011, no CEDOC/UnB, com a seguinte programação:
  1. GPAF: propostas e perspectivas;
    Profa. Dra. Darcilene Sena Rezende (FCI/UnB).

  2. O Centro de Documentação (CEDOC) da UnB: perspectivas;
    Tânia Maria de Moura Pereira (Diretora CEDOC/UnB).

  3. Não só de conteúdo vive o documento;
    Pedro Davi Carvalho (Aluno de Arquivolgia/UnB).

  4. Projeto "Survival Kit" do Photographic & Audiovisual Archives Group - Conselho Internacional de Arquivos (PAAG/ICA);
    Prof. Dr. André Porto Ancona Lopez (FCI/UnB).

  5. GPAF-CEDOC: possibilidades de interação;
    Niraldo José do Nascimento (doutorando do PPGCINF/UnB).

  6. Lanche de confraternização e doação de livro "Archivos fotográficos" de Antonia Salvador para o CEDOC.

  7. Definição da nova logomarca do GPAF (ver post aqui)

O evento é gratuito e aberto a tod@s @s interessad@s:

APAREÇA & COMPAREÇA!


Maiores informações: (061) 3107-5863 / 3107-5862 ou apalopez@gmail.com


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Sobre as reuniões do GPAF
O GPAF tem procurado realizar esse tipo de reunião a cada 3 semanas, para que, com eventuais problemas de agenda, o grupo não fique sem se falar por mais de 45 dias. Desde de sua criação, essa é a terceira reunião aberta do grupo. Geralmente um dos membros (aluno ou não), ou um convidado, fica encarregado de apresentar um tópico principal para reflexão. Pode ser a análise de um texto, de um problema, uma discussão do próprio projeto etc. Nesta ocasião o "responsável" será o lider, buscando refletir sobre uma possível parceria com o CEDOC projeto "Survival kit" do PAAG-CIA. O objetivo principal é tentar integrar a proposta do grupo com as atividades do CEDOC, que, por estar em reestruturação, apresenta-se em um momento privilegiado para ampliar as possibilidades de trabalho empírico, embasando novas discussões teóricas. 

Para se manter informado
Registre seu e-mail no campo apropriado (coluna da esquerda) para receber automaticamente notícias de atualizações deste blog. Se você também gostaria de receber notícias sobre as reuniões menores (e mais informais) do grupo, envie uma mensagem para apalopez@gmail.com para ser adicionado à nossa mailing list.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Não só de conteúdo vive o documento


Durante algumas leituras acerca do tratamento arquivístico de documentos imagéticos, alguns autores - seria prolixo (leia chato) numerar – sugerem uma tendência de que a organização de documentos imagéticos, principalmente fotografias, se dêem a partir da compreensão de seu conteúdo. Havendo para subsídio dessa atividade, manuais bastante detalhados para dizer o que está se vendo nas imagens.

Sem cair no mérito de quão viável e importante seria essa atividade – não defende-se aqui que deve ser descartada – mas questiona-se: “A descrição de conteúdo deve ser o norte para qual aponta a organização e a base do tratamento arquivístico dos documentos imagéticos?”

Em uma tentativa, ainda não definitiva, de responder (debater) a questão, devemos primeiro ter em mente quais documentos imagéticos são documentos imagéticos de arquivo. De acordo com Maria de Lourdes Silva “(...) o que realmente vai definir se o documento fotográfico ou imagético deve ser considerado ‘documento de arquivo’ é a sua relação orgânica com o seu produtor institucional” (2005, p.4).

Será que se suprimirmos desta citação as palavras em negrito ela deixa de estar certa? Estranho!!! Continua parecendo correta, o que implica que que o mesmo tratamento, em relação a organicidade, deve ser dado aos documentos convencionais e imagéticos.

Sem querer exagerar no uso da retórica, pergunta-se também: que instrumento permite visualizar as relações orgânicas dos documentos? Defende-se aqui que tal instrumento seja o Plano de Classificação, que ao ser aplicado, cria-se séries ordenadas de documentos que representam, em sua ordem atribuída, a importância das funções neles intrínseca de acordo com o seu produtor. Para a partir de então, outras atividades, intervenções e funções arquivísticas ganharem eficácia, como afirma Sousa: "Entendemos, entretanto, que a função classificação é matricial, isto é, a partir dela que as outras funções/intervenções ganham corpo, consolidam-se, configuram-se. [...] É a função/intervenção que dá sentido e que preserva o caráter orgânico do conjunto, espinha dorsal de todo o conhecimento arquivístico" (2003, p.241).

Todavia, ao que parece, esta lógica aqui exposta não tem baseado as atividades de gestão e tratamento arquivístico de documentos imagéticos, sendo esta a hipótese a ser diagnosticada, limitando-se a realidade do Arquivo Público do DF, nos fundos que usaram o Plano de Classificação do Conarq (Resolução nº 14 de 2001) para a representação das “relações orgânicas com o seu produtor”.

Quem saiba não precisamos, enquanto arquivistas, nos sentir como pessoas com transtorno de personalidade fazendo teste de Rorschach¹: “O que você vê nessa imagem?”

Será que é matemático?


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¹Famoso teste psiquiátrico que consiste na interpretação do que o paciente afirma ver em 10 imagens abstratas monocromáticas simétricas.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Analise do tratamento arquivístico dado pelo APDF às fotografias sobre a reconstrução da história de Brasília.


A fotografia foi essencial no desenvolvimento do trabalho de reconstrução da história de Brasília realizado pelo Arquivo público do Distrito Federal (APDF), durante a comemoração dos cinqüenta anos da cidade. Um dos resultados foi a divulgação de diversas fotografias da capital federal, de diferentes períodos históricos. Dessa forma, a análise do tratamento dado a essas imagens pelo APDF é de grande importância para as pesquisas sobre acervos fotográficos e seu tratamento. Pretende-se com essa pesquisa analisar a metodologia e os instrumentos usados no tratamento de documentos imagéticos no APDF, através de consulta ao seu acervo de imagens. O foco não será a recuperação de conteúdos e nem as condições técnicas de preservação física, porém alocação dos documentos fotográficos em um esquema lógico capaz de manter seus vínculos orgânicos com o restante do fundo de um mesmo titular. 

Os arquivos imagéticos possuem características bastante específicas e por isso requerem um tratamento diferenciado, não apenas levando em conta a preservação física e sua descrição e sim a questão da contextualização do documento.
 “Tradicionalmente a organização de documentos imagéticos tende a valorizar a informação visual, relegando a um segundo plano o contexto de produção do documento. Tal conduta seria justificada pela dificuldade de recomposição dos motivos da produção documental. Os modelos elaborados geralmente partem das informações veiculadas pela imagem como referencial para a classificação e descrição, sem fazer, na verdade, qualquer tentativa de contextualização documental, em termos arquivísticos.” (LOPEZ e BORGES, 2009, p.161).
Atualmente, é quase impossível pensar em um arquivo que não possua imagens em seu acervo, nos últimos anos a produção documental tem aumentado consideravelmente e com os arquivos imagéticos não é diferente, principalmente com a facilidade trazida pelas fotografias digitais, que possibilitaram um aumento considerável na produção de imagens, dessa forma, o estudo e a necessidade de políticas específicas para tratar esses documentos são cada vez mais necessários.
“Não se tem notícia de que a fotografia digital tenha sido mal recebida. Percebe-se, ainda, certa resistência por parte de alguns profissionais e de alguns amadores, mas nenhuma pouca simpatia baudelaireana digna de nota. E nos acervos em breve teremos uma quantidade astronômica de fotos digitais para preservar” (MANINI, 2008)
As imagens digitais precisam de um tratamento que preserve suas características físicas de conservação, mas que não se esqueçam de mantê-los contextualizados, as imagens precisam assim como os demais documentos manter suas relações orgânicas, principalmente pela polissemia que possui como característica. Devido à necessidade de condições diferenciadas dos demais documentos em outros suportes, pode-se observar que grande parte das instituições arquivísticas isolam as fotografias do resto do acervo sem nenhum cuidado para manter seu contexto, dessa forma elas acabam perdendo seu vínculo arquivístico.
“Embora presentes na maioria dos arquivos públicos e privados institucionais e pessoais, e submetidas a tratamento de identificação, arranjo/classificação e descrição nesses espaços, vimos que as fotografias têm sido, no entanto, pouco problematizadas no que diz respeito às relações entre as suas características de registro visual e os atributos exigidos para a aferição de seu valor documental (LACERDA, 2008, p.76 )”
No Brasil é bem clara a falta de uma política de tratamento que respeite as relações orgânicas dos documentos imagéticos, que são tratados como se fossem alheios à lógica do arquivo, privilegiando a descrição de seu conteúdo, em detrimento de sua organicidade. O conhecimento do contexto de produção de qualquer tipo de documento, principalmente das imagens, é de fundamental importância.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Emenda aqui, remenda ali.. EURECA: O Plano de Classificação!


"A aplicação dos princípios de respeito aos fundos e o de ordem original incide diretamente sobre a função classificação" (SOUSA, 2003, p. 242).

"O objeto da Tipologia é a lógica orgânica dos conjuntos documentais" (BELLOTTO, 2002, p. 8)

Considerando as afirmações dos autores acima citados pergunta-se porque a Tipologia documental é estranha ao Plano de Classificação proposto pela Resolução nº 14 do Conarq, visto que tratam de um objeto bastante comum e de demasiada importância: a organicidade? A problemática é ainda mais grave ao pensarmos em documentos imagéticos devido a sua maior subjetividade em relação ao conteúdo. Porque conteúdo? Por que este é o principal critério de agrupamento dos níveis de classificação que a Resolução 14 apresenta.

Reza a lenda: "uma imagem vale mais que mil palavras". Apesar da base empírica e popular da afirmação, ela resume diversos aspectos técnicos do documento imagético, àqueles voltados à sua subjetividade. Ora, se é a apreensão do conteúdo que guia a classificação, como isso se faz quando o documento é composto por uma imagem? Quão precisa é a interpretação do conteúdo da imagem de forma a representar a sua lógica orgânica? Será que somente a compreensão do conteúdo satisfaz essa necessidade?

Para apenas vislumbrarmos de longe a resposta do problema, me arrisco resumir a situação em duas frases apenas: "Porque se classifica um documento? Para representar sistematicamente sua organicidade"

A extrema objetividade dada a esta resposta é válida para pensar-se em uma visão minimalista, pela qual não se deve excluir conceitos mais especializados. Com base nessa abreviação geral podemos apontar o queria o mínimo em relação as necessidades de um Plano de Classificação. Façamos uma análise isolada do conceito em relação a Resolução 14.

Quanto a Representação:
Resumidamente temos, de acordo com a Resolução 14, o conteúdo ou assunto, como separador de águas: o principal critério que diz o que é o documento e o motivo de sua guarda. O principal problema encontra-se aqui, posto que não somente o conteúdo deveria ser considerado, mas também (e principalmente) a tipologia documental. Todo o trâmite do documento deveria ser representado. São diversos os exemplos de documentos que em têm configuração e conteúdo idênticos, mas que cumpriram funções diferentes, representam atividades diferentes e são guardados por motivos diferentes. Supomos que isso seja ainda mais comum em relação a documentos imagéticos.

Quanto ao Sistema:
Trata-se daquele velho discurso, já quase retórico, de que o sistema decimal adotado pela Resolução 14 é um dos principais limitadores do instrumento além de despertar aquele sentimento de arremedo dos métodos biblioteconômicos de classificação com emendas.

Quanto a Organicidade:
Esta, para ser bem compreendida, depende basicamente da soma dos dois fatores anteriores.

Por fim, para ilustrar um exemplo de arranjo (ou classificação) que considere a tematização como foco principal, propomos que seja analisada a organização do acervo do musicólogo Curt Lange, indagando se houve, realmente, a representação da organicidade dos documentos. Acesse aqui texto da equipe responsável pela atividade, e dê atenção especial ao plano da página 6. Observe ainda a série "Iconografia" e responda se a representação de fotografias isoladas das atividades que as geraram, representa melhor a organicidade ou apenas aguça a curiosidade?

Acesse aqui site do Projeto Curt Lange

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Será que a preservação técnica de fotografias é suficiente para a organização arquivística?



"Histórias e memórias institucionais captadas a partir do estudo de acervos fotográficos" é um artigo de Luciana Souza de Brito que fala sobre o tratamento do acervo fotográfico do Centro Universitário Franciscano, que desde o início foi acumulado.

O tratamento constitui no diagnóstico do acervo, higienização, identificação, organização e acondicionamento. No diagnóstico foram coletadas informações como: o formato e o quantitativo das imagens, a identificação dos processos fotográficos, as dimensões predominantes, as características das deterioração das imagens, as formas de acondicionamento, informações sobre o mobiliário e a localização do acervo. Então, procuraram reunir os conjuntos documentais que se tratavam de um mesmo evento e/ou assunto.

Na higienização foram feitas atividades de ordem física e química, como por exemplo a aplicação de pó de borracha no verso das fotos, trincha e algodão sobre a emulsão. No momento da identificação eles perceberam que grande parte do acervo não possuía informações sobre a origem, autoria, evento ou data da produção da fotografia. Então eles fizeram várias pesquisas em documentos textuais e conversaram com funcionários, professores e ex-alunos para identificar essas fotografias.

A organização das fotografias consistiu na separação dos assuntos. Foi considerado o fundo Centro Universitário Franciscano e dois grandes grupos, as faculdades. As faculdades foram separadas por séries, os conjuntos documentais: autoridades, prédios, setores administrativos, comemorações e eventos, solenidades, estudantes, lembranças e irmãs.

O acondicionamento foi feito em folders e envelopes de papel alcalino, caixas-arquivo de cartão neutro e armário.

Perfeito, não é mesmo? Desta forma as fotografias ficaram muito bem protegidas e, na maioria das vezes, poderão ser localizadas quando o usuário souber o evento ou assunto da fotografia.

Tudo bem, mas e quando a pesquisa for feita por um usuário que quer descobrir quais são as fotografias guardadas para uma finalidade específica, como poderão fazer essa identificação se todas foram misturadas e organizadas por evento? A identificação e organização desses documentos deveriam ter sido feitas considerando a ordem que anteriormente eram mantidas e assim estudar o contexto de criação e separação. Esta metodologia de análise iconológica poderia ter sido feita a fim de ajudar a descobrir a origem da aquisição das fotografias. É muito importe que se mantenha a ordem original dos documentos, principalmente no caso de documentos imagéticos, porque se não identificado o contexto de criação esses documentos podem perder a função para que foi criada.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Equipe Digifoto contemplada com iniciações científicas


Saiu hoje o resultado do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PROIC-UnB) e o projeto Digifotoweb teve seus 4 pedidos contemplados. Os alunos, 3 voluntários e 1 remunerado, se dedicarão a estudar diferentes aspectos relativos às questões presentes nos documentos imagéticos de arquivo. A ampliação da equipe também representa a efetivação de uma abordagem interdisciplinar com uma pesquisa ligada ao curso de Engenharia de Redes, que procurar trazer contribuições da TI para o projeto. Cada um dos planos de trabalho se complementa aos demais e todos se interligam com o Digifoto, como bem esquematiza a imagem acima.

Baixe aqui o projeto "Analise do tratamento arquivístico dado pelo Arquivo Público do Distrito Federal às fotografias sobre a reconstrução da história de Brasília" (Kelly Pontes).

Baixe aqui o projeto "Análise dos efeitos da aplicação da Resolução 14 do CONARQ em documentos imagéticos de arquivo, no Arquivo Público do Distrito Federal" (Pedro Carvalho).

Baixe aqui o projeto "Panorama arquivístico do tratamento de documentos imagéticos de arquivo pelo Instituto Euvaldo Lodi" (Marcella Gonçalves).

Baixe aqui o projeto "Migração da base DIGIFOTO para ambiente web em MySQL" (Matheus Silva). 

terça-feira, 18 de maio de 2010

Aluno de IC do Digifoto publica artigo em periódico A2


A Iniciação Científica de Leandro de Melo Borges teve como resultado final um importante relato de experiência sobre o tratamento dado aos documentos fotográficos de arquivo pelo Centro de Documentação da UnB. O periódico é um dos mais conceituados da área de Ciência da Informação no Brasil, classificado no estrato A2 pelo sistema Qualis da CAPES. 

Resumo: 
O Centro de Documentação da Universidade de Brasília (Cedoc) é um órgão de assessoramento da administração superior da Universidade. Tem por finalidade recolher, preservar e garantir o acesso aos documentos arquivísticos de valor permanente, produzidos e acumulados pelas áreas meio e fim da UNB, bem como aos bens culturais e históricos, constituindo instrumento de apoio à administração, à cultura, à história e ao desenvolvimento científico e tecnológico. O artigo está limitado às fotografias oriundas do Decanato de Ensino de Graduação (DEG), constantes do acervo, verificando a adequação do tratamento desse material às diretrizes teórico-metodológicas da arquivologia. Foi percebido que o sistema configura-se de maneira a privilegiar o conteúdo das imagens, ao contrário do que se espera de um arquivo, onde o contexto arquivístico deveria ser ponto primordial para a organização e descrição das fotografias.

Referência e acesso:
LOPEZ, A., BORGES, L. Uma visão arquivística sobre os documentos fotográficos referentes ao decanato de ensino de graduação presentes no acervo do Centro de Documentação da Universidade de Brasília. Ciência da Informação, Brasília, DF, Brasil, v. 38, n. 3, p.160-176, set./dez. 2009. Disponível aqui.

Recomenda-se que o artigo seja cotejado com o projeto inicial de pesquisa (baixar aqui).

O que é o sistema Qualis?
O sistema Qualis visa estabelecer níveis de qualidade dos diversos periódicos para análise quantitativa da produção científica brasileira. As críticas a essa atribuição de valores, como parâmetro predominante para a avaliação dos programas de pós-graduação é muito criticada. Existem inúmeros artigos, blogs, ensaios etc. que condenam esse sistema (ver aqui um exemplo). Os periódicos científicos estão divididos em três categorias (A, B e C), sendo que a primeira apresenta apenas 2 estratos (A1 e A2), a segunda 5 estratos (B1, B2, B3, b4 e B5) e na última, nenhum estrato. Os periódicos classificados como C têm pontuação igual a zero. Os demais têm a pontuação definida por cada área da pós-graduação. Em Ciência da Informação só existe um periódico classificado no extrato máximo, A1 (Library Trends, USA). No segundo estrato, A2 a lista também é restrita para a CI, com apenas 3 periódicos nacionais, um deles é a revista "Ciência da Informação", onde o artigo foi publicado. É uma revista que tem critérios muito rigorosos para avaliação de artigos e é tão concorrida que está fechada para novas submissões desde setembro de 2009.

Ilustrações de Maurits Cornelis Escher 
(o "patrono" da MCEbyte)