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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Bases de dados e softwares com ênfase em materiais fotográficos de arquivo


O CEDOC (Centro de Documentação da UnB), no âmbito dos eventos que promoveu nesta semana (ver página do CEDOC aqui e nota da UnB aqui) trouxe para Brasília o Arquivista italiano Alessandro Chiaretti, que desenvolve trabalhos junto ao Centro Maas e à Associação de Archiveros de Chile (ASOCARCHI). 

Alessandro e as equipes técnicas do CEDOC e do GPAF têm tido, ao longo desta semana, diversas reuniões no sentido de avançar o desenvolvimento de uma solução para a gestão dos materiais fotográficos do CEDOC e sua respectiva divulgação na web (ver nota aqui). 

Dado o interesse do tema para os alunos ligados ao GPAF e ao GPAI/CPAI, a disciplina Tópicos Especiais em Organização da Informação – Turma A, Acervos Fotográficos, cód 382787, do PPGCINF/UnB convida a todos os interessados para participar da aula de amanhã (dia 13/dez) no CEDOC, às 14h15min, na qual Alessandro irá replicar os pontos essenciais de suas intervenções na UnB, focadas em questões relacionadas à Arquitetura da Informação de bases de dados, com ênfase em materiais fotográficos.

Palestra: "Bases de dados e softwares com ênfase em materiais fotográficos de arquivo"
Alessandro CHIARETI (Centro Maas - Itália / ASOCARCHI - Chile)
DIA 13/dez 14:15hs
CEDOC - UNB  (Predio do Multiuso I - Bloco B - Terreo e 1 andar Fones: (061) 3107-5863 / 3107-5801)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Material do curso da Profa. Antonia


O blog do DigifotoWeb disponibiliza o material utilizado pelo curso da profa. Antonia Salvador, ministrado no CEDOC/UnB durante os dias 19 e 20 de novembro de 2012. Trata-se de um "kit" em arquivo zipado composto pelo PDF das 4 apresentações exibidas durante as aulas e uma série de anexos em Word para elaboração de documentos de referência, de docação etc.

Baixe o arquivo zip aqui.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Mini curso sobre acervos fotográficos


Tratamento e gestão de acervos fotográficos

DOCENTE: ANTONIA SALVADOR BENÍTEZ, UNIVERSIDAD COMPLUTENSE DE MADRID (ESPANHA)
Data: 19 e 20 de novembro de 2012    
Horário: 14:30h às 17:30hs    
Local: Auditório do CEDOC/UnB
VAGAS GRATUITAS E LIMITADAS
Inscrições e informações: cedoc@unb.br; Fones: (061) 3107-5863 / 3107-5801

Objetivo: oferecer uma panorâmica da situação e características dos documentos fotográficos, assim como o estabelecimento de critérios e roteiros de trabalho para o tratamento, gestão e difusão de conjuntos fotográficos presentes em bibliotecas, arquivos e centros de documentação.

Programa:
1 – A fotografia e os centros de gestão do patrimônio.
2 – Catalogação e descrição da fotografia.
3- Introdução aos suportes.
4 – Gestão e difusão do patrimônio fotográfico.

Realização:
Curso de Graduação em Museologia da UnB
Associação de Arquivologia de Brasília (ABARQ)

Apoio:
Centro de Documentação e Arquivo da UnB (CEDOC/UnB)
Grupo de Pesquisa Acervos Fotográficos (GPAF/CNPq)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Começou!

Copiado de Sala de Física
Hoje pela tarde, com palestra da Profa. Antonia Salvador da UCM, foi dado início à disciplina de tópicos especiais relacionada aos acervos fotográficos. Nosso próximo encontro está marcado para as 19:00hs (pontualmente) no CEDOC/UnB (veja google map aqui). Por favor cheguem mais cedo para não se perderem.

Todos os alunos (inclusive os que perderam a conferência de abertura) DEVEM produzir fotografias/imagens sobre o conceito de ARQUIVO e o de COLEÇÃO. As imagens devem:
  • ser originais de autoria do aluno (não vale recortar e colar da web)
  • estar identificadas na ficha descritiva que deverá ser entregue FISICAMENTE no começo da aula (uma ficha para cada imagem)
  • ter resolução mínima de 300 dpi.
Maiores detalhes podem ser vistos na página específica da disciplina neste blog (clique aqui). Ali pode-se ter acesso ao cronograma, à ficha descritiva, à explicação do programa etc.

O exposto acima também se aplica aos eventuais candidatos a aluno especial.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mapeamento de conjuntos documentais fotográficos


Copiado de Photo District News

Mapeamento dos conjuntos documentais existentes no CEDOC/UnB
Luiza de Lima e Silva
(aluna de Arquivologia UnB e estagiária do CEDOC)

O acervo fotográfico do CEDOC/UnB é constituído de fotografias oriundas de várias origens. Algumas foram doações feitas por professores, outras foram doadas pela Faculdade de Comunicação. São fotografias de prédios, vestibulares, cenas do movimento estudantil, jornais da Universidade, entre outros. Com o trabalho de identificação dos conjuntos realizado no CEDOC, foi possível quantificar o vloume do acervo em aproximadamente 32.600 imagens, que seguem nenhuma ordem lógica de arquivamento. Algumas estão digitalizadas e disponíveis no Light Base Windows (o antigo sistema de banco de dados utilizado pelo CEDOC para regatar informações referentes às fotografias para pesquisa) , e outras estão no acervo físico, não digitalizadas. Outro problema apresentado se referente às informações que acompanham as fotografias. Muitas não possuem descrição arquivística e sim meramente do conteúdo da imagem, o que dificulta a recuperação dos registros, suas funções e respectivos contextos. 

Tais problemas refletem uma falta de gestão no âmbito de criação dessas fotos, o produtor deveria ter descrito e identificado o contexto arquivístico para assim ser possível recuperar as informações referentes à organicidade e à proveniência, que são os principais conceitos arquivísticos para que um documento possa ser considerado arquivístico. Segundo o Dicionário de Terminologia Arquivística, “arquivo é o conjunto de documentos que independentemente de sua natureza ou do suporte, são reunidos por acumulação ao longo das atividades de pessoas físicas ou jurídicas, públicas ou privadas.” Este conceito remete à ideia dos documentos serem acumulados no desenvolvimento de atividades seguindo uma ordem e uma lógica de produção. Os conjuntos identificados no CEDOC não possuem uma lógica de produção bem delimitada, pois vieram de outros setores, ou doações, ou simplesmente "já estavam lá", o que dificulta a análise arquivística. 

O trabalho se iniciou com a identificação das fotografias que já estavam no servidor do CEDOC. No primeiro momento buscou-se identificar os conjuntos que já estavam delimitados, e posteriormente identificamos outros conjuntos que estavam espalhados pelo CEDOC e contabilizamos a quantidade de fotografias, além de termos reunido informações relevantes de cada um conjunto. Em outro momento posterior deveremos inserir esses documentos (fotografias) em uma nova base de dados, que consiga proporcionar um acesso mais eficaz --e contextualizado arquivisticamente-- às fotografias do CEDOC.  Será uma tarefa difícil, visto que contexto se perdeu e nem sempre conseguirá ser reconstruído. 

Ao analisar os conjuntos, com base nos conhecimentos arquivísticos adquiridos ao longo do curso e com apoio de bibliografia específica, conclui que os documentos (as fotografias), do caso em questão, do modo com que se apresentam, não têm qualidades arquivísticas, já que não estão relacionados ao contexto orgânico da universidade no desempenho de atividades da instituição. As fotos fora de seu contexto de produção esvazia a lógica orgânica em relação a outros documentos não imagéticos da universidade. No CEDOC os documentos estavam sendo tratados de maneira isolada, em desacordo com o princípio da proveniência e o respeito da ordem original, o que prejudica a identificação precisa de sua organicidade e inviabiliza a descrição arquivísticas das fotografias. 

O documento que foi retirado de seu contexto original de produção (objetivo pelo qual foi criado) perde seu sentido e impossibilita sua real compreensão de significado administrativo. Cada documento de arquivo tem como função principal provar a realização de atividades, juntamente com outros documentos produzidos para a realização da mesma atividade. No caso analisado não se verificou tais relações fazendo com que o acervo fotográfico do CEDOC, no modo em que se encontra atualmente, não possa ser considerado mais do que  um coleção, um banco de dados com imagens, separado de sua origem produtora e sem relações  perceptíveis com outros documentos produzidos pela instituição.


Referências Bibliográficas 

DICIONÁRIO de terminologia arquivística. São Paulo: AAB-SP; Secretaria de Estado da Cultura, 1996. 

LOPEZ, André P. A. El contexto archivístico como directriz para La gestión documental de materiales fotográficos de archivo. Universum, Talca ( Chile), v. 23, n. 2, p. 12 – 37, 2008. (Disponível aqui).

LOPEZ, André P. A. As razões e os sentidos: finalidades da produção documental e interpretação de conteúdos na organização arquivística de documentos imagéticos. 2000. Tese ( Doutorado em História Social). Programa de Pós-graduação em História Social da FFLCH- USP. São Paulo:2000. (Disponível aqui).

LOPEZ, André P.A., BORGES, L. Uma visão arquivística sobre os documentos fotográficos referentes ao decanato de ensino de graduação presente no acervo do Centro de Documentação da Universidade de Brasília. Ciência da Informação, Brasília, DF, Brasil, V. 38, n. 3, p. 160-176, set./dez. 2009. (Disponível aqui).

terça-feira, 5 de julho de 2011

A fotografia no arquivo imagético: Nem tudo é o que parece ser...

Fonte: Imagem cedida pelo CEDOC-UNB
Para uma imagem fotográfica se tornar um documento de arquivo, é preciso deslocar o nosso olhar para além do que se vê, ou seja, deve-se olhar o que está por trás do que se vê. É preciso conduzir o deslocamento para  o valor informativo baseado no seu conteúdo em uma análise do percurso de produção da imagem, investigando a atuação dos envolvidos na criação do documento fotográfico. Este enfoque tem um alinhamento na visão de Lopez (2000) e Lacerda (2008) que consideram  o documento fotográfico  numa perspectiva orgânica.

Tais autores usam a diplomática como um método de análise documental na fotografia que ajuda a investigar a relação da imagem com o seu contexto funcional de criação. De acordo com eles, a análise permite problematizar as fotografias para além de sua dimensão factual e de conteúdo, descolando assim o olhar para a sua materialidade como documento (traço, vestígio, reflexo de uma ação determinada, de documentar para um propósito num tempo e num contexto específico).

Desta forma, podemos entender de acordo com Lacerda (2008, p. 122) que o autor de uma fotografia “é mais do que apenas o fotógrafo”. É um dos elos de uma cadeia de responsáveis, a qual vai desde a decisão da necessidade de documentar um fato por meio da produção de imagens, passando pelas discussões sobre como deverão ser produzidas, até o ponto em que são trabalhadas, tendo em vista uma idéia do produto final e visando compor determinada situação de comunicação dentro de um contexto administrativo e funcional.
Ademais a busca do contexto funcional é mais do que necessária para as fotografias, principalmente porque estas não trazem em si as informações das decisões metodológicas e teóricas que deram suporte a sua existência, o que difere do documento textual que já vem identificado o autor, destinatário, assunto, data, local, etc. (LACERDA, 2008).
Fonte: Imagem cedida pelo CEDOC-UNB

Nem tudo é tão simples quanto parece...

Na 1ª foto acima, temos algumas impressões, uma fachada... Iluminação direcionada... A fotografia foi tirada a noite... Será????  No entanto ela nos dá uma série de impressões que talvez não seja o que estamos vendo. Como não trás nenhuma descrição, provavelmente, iremos fazer  a descrição dela da forma que entendermos pelo que a visão nos fornece de informação. E a 2ª segunda fotografia?????? O que então poderíamos dizer...  
                                                                                       

Referências

Lopez, André Porto Ancona.  Documento de arquivo como produto/vetor do contexto histórico-cultural.  In: As razões e os sentidos: finalidades da produção documental e interpretação de conteúdos na organização arquivística de documentos imagéticos.  Tese de Doutoramento.  São Paulo: Programa de Pós-Graduação em História Social da Fflch-Usp, 2000.

Lacerda, Aline. Fotografia como documento de arquivo. In: A fotografia nos arquivos: a produção de documentos fotográficos da Fundação Rockefeller durante o combate à Febre Amarela no Brasil. Tese de Doutoramento. São Paulo: FFLCH-USP, 2008.


Cléofas Minari Righetti
Luiz Carlos Flôres de Assumpção

sábado, 25 de junho de 2011

Os Arquivos Imagéticos: A percepção e a descrição, sob a influência do olhar ou do que você é...

A influência do olhar... Será que o que descrevemos realmente é o que vemos? Se tratarmos essa pergunta sob o olhar de alguns pensadores da arte e principalmente sobre o registro imagético poderemos ter um entendimento desta complexidade. No entanto, essa questão já era tratada na visão da arte em si,  vamos perceber que essa complexidade não é de agora. Assim, iremos buscar um pouco do entendimento na visão de Panofsky (2009)  e Grombrich (2008) os dois trazem uma luz nestas questões tanto no campo da arte quanto da cognição, no entanto, quando nos referimos a cognição, estamos falando da bagagem (conhecimento e experiências acumuladas) que cada um de nos trazemos a tona ao fazer uma descrição do que vemos (interpretação da coisa que nos apresenta, podendo ser uma obra de arte, fotografia ou um objeto qualquer). Na fotografia, diz-se que é possível captar todo o que está sob o ângulo da lente, no entanto, esta captação está sob a influência de quem aponta a lente, quais as intenções estão por traz da intenção de apontar a lente, porém ao observar isso do ponto de vista do artista, temos a influência de quem está fazendo a representação e de quem a encomendou, isso não difere do caso da fotografia que esteja num contexto institucional e administrativo, pois a captação e a representação destes dois contextos vão sofrer a influência do ambiente (aqui, denominado de as condições em que se aponta uma lente ou de quando se está sendo pintada uma obra), a exemplo, temos um garoto sendo pintado ou desenhado por um grupo, será igual a representação em todos os desenhos? De acordo com Panosfsky (2009) uma coisa é certa: Quanto mais a proporção de ênfase na idéia e forma se aproxima de um estado de equilíbrio, mais a obra revelará o que chama “conteúdo”, ou cada vez mais se adaptará a intenção original das obras.
Fonte: Imagem cedida pelo CEDOC-UNB
Gombrich (2008) diz que quando estamos falando de arte, temos de descobrir as prováveis intenções (inúmeras causas), finalidade da obra de arte no ambiente em que foi criada, compreender seus métodos de desenho para compreender seus sentimentos. Preocupação com o uso dos valores culturais de cada época – reconstrução de um pedaço de evidência perdida – significado naquele contexto particular. No caso da fotografia ao lado, a reprodução do garoto sob o papel seria uma obra de arte? Qual a intenção e finalidade de se representar o garoto no papel? Se conhecermos os motivos e as finalidades e as causas, estaremos nos aproximando das intenções e assim da sua descrição, no entanto isso não nos garante a fidedignidade do que realmente é.  Ou seja, um mesmo objeto de observação retratado por um grupo poderá não ser igual em todos os detalhes, na sua descrição da mesma forma se for de um contexto administrativo sem referência, isso nos levará a fazer qualquer descrição ou reutilização da imagem para outro contexto. Panofsky (2009) e Gombrich (2008) concordam de que isso, “vai depender da percepção ambiental e da bagagem que cada um destes elementos – sujeito “o observador” e o objeto “observado” - carregam consigo. Outro exemplo, são as fotos abaixo, onde temos uma pessoa vendo uma determinada área e fazendo um esboço  do objeto observado, no entanto, quando visto por outros, estes questionam essa visão do que está descrito ou desenhado. Ou seja, há uma visão nítida de o que um vê não é igual ao o que os outros vêem. O nível de detalhamento e a forma de como isso é retratado vai depender de cada sujeito que está no papel de observador. 
Fonte: Imagem cedida pelo CEDOC-UNB
Em Gombrich (2007, p.4) ele diz que "não pricisamos da arte para demonstrar que é errônea essa maneira de ver as  coisas. Qualquer manual de psicologia nos fornecerá exemplos desconcertantes da complexidade das questões em pauta". Panofsky (2009) nos diz que a intenção original não pode ser absolutamente determinada, - é impossível definir as intenções, com precisão científica. As intenções daqueles que produzem os objetos são condicionadas pelos padrões da época e  meio ambiente em que vivem. Nossa avaliação dessas intenções é mentalmente influenciada por nossa própria atitude por sua vez depende de nossas experiências. Individuais bem como de nossa situação histórica.

Fonte: Imagem cedida pelo CEDOC-UNB
Até agora, falamos da obra como representação e da fotografia, no entanto isso também se reflete nos arquivos, pois as obras de arte quando disposta no museu ou numa exposição tem suas características descritivas, mas não de acordo com panofsky (2009). Pois, se vê a obra em si e não a sua intencionalidade e demais aspectos, dando assim, condições de se criar uma enormidade de descrições. Porém quando falamos dos acervos fotográficos, aqui denominados de arquivos imagéticos os procedimentos não são os mesmos, Lopez (1999) nos traz algumas informações valiosas: 

Os organizadores de acervos de documentos imagéticos tendem, muitas vezes, a valorizar os conteúdos informativos da imagem, ao invés de seu contexto de produção, isto é, os motivos pelos quais os documentos foram produzidos. Deste modo, tem-se buscado, tanto para os procedimentos do arranjo, como para a descrição documental, a inserção dos “conteúdos” de cada imagem em imensos bandos de dados, alimentados pela ilusão (quase cientificista) de que esta classificação detalhada é satisfatória para dar conta de todas (ou quase todas) as buscas possíveis. Assim, assume-se uma determinada interpretação da imagem como a única “leitura” correta, ou, ao menos, como a mais “objetiva”. Capaz de sintetizar, de modo quase universal, as imagens em questão. Como exemplo, podemos citar o uso do método de unitermos o descritores recomendado por diversos manuais nacionais, os quais, aliás, encaram os arquivos fotográficos como uma categoria à parte dos demais arquivos, muitas vezes denominado-os de “arquivos especiais”.

Nas fotografias utilizadas nos exemplos acima, seriamos capazes de poder fazer a descrição de forma satisfatória? Mesmo sabendo que elas fazem parte de um contexto institucional administrativo – UNB/CEDOC? Subentende-se no entanto, por pertencerem a um arquivo institucional deveriam então dar-nos condições para tal. De acordo com Lopez (1999) isso não é possível, faltam elementos que nos dêem subsídios para isso, principalmente se entendermos os pontos de vista elencados nas obras de Panofsky e  Gombrich.

Referências
GOMBRICH, E.H. A História da Arte. 16. ed. Trad. Álvaro Cabral.Rio de Janeiro: LTC, 2008._________, E.H. Atre e Ilusão: Um estudo da psicologia da representação  pictórica. 4 ed. Trad. Raul de Sá Barbosa.  São Paulo: WFMMartins Foncesa, 2007.LOPEZ, André P. A. Documentos imagéticos de arquivo: Uma tentativa de utilização de alguns conceitos de Panofsky. Sinopses São Paulo n.31 p. 49-55 jun. 1999.PANOSFSKY, Erwin. Significado das Artes Visuais. 3. ed. 3. reimp. Trad. Maria C.F. Kneese e J. Guinsburg. São Paulo: Perspectiva, 2009.  
Luiz Carlos Flôres de Assumpão e Cleofas Minari Righetti

domingo, 29 de maio de 2011

Documentos fotográficos nos arquivos

Copiado de Stupid n Funny Tshirts Gifts

Os conjuntos documentais acumulados nos arquivos em decorrência de funções e atividades de entes físicos e jurídicos se caracterizam por possuírem uma grande variedade de suportes (papel, filme, fita magnética, disco ótico, fotografia). A separação dos documentos em “arquivos especiais” tem sido uma prática estabelecida quase que espontaneamente no trato dos registros em suporte diferente do papel e muito utilizado em arquivos fotográficos. São considerados especiais por necessitarem de condições diferenciadas de acondicionamento e conservação. Parece que tal procedimento, que visava inicialmente preservar os suportes das informações, levou ao uso de metodologias emprestadas de áreas como a biblioteconomia e a análise documentária para a classificação, organização e recuperação dos conteúdos registrados sem se levar em consideração o motivo para os quais aqueles documentos foram produzidos pela instituição ou pessoa. Significa dizer que se guarda como arquivo aquilo que é  tratado como biblioteca (coleção) o acervo fotográfico acumulado, que também pode ter sido incorporado por doação, compra ou permuta.

O desenvolvimento da Arquivologia enquanto disciplina dispõe do princípio da proveniência ou de respeito aos fundos como norteador das ações sobre os arquivos, porém esta diretriz é ignorada a partir do momento que são utilizadas metodologias criadas para outros documentos, no caso, as descrições dos conteúdos das fotografias, perdendo-se assim o vínculo orgânico com o produtor do arquivo.

Entendo essas iniciativas como reflexo da falta de valorização dos documentos em suporte papel e uma hiper-valorização dos documentos fotográficos, compreendidos como fiéis reprodutores da realidade. Soma-se a isso a falta de políticas de gestão dos registros administrativos aliados a não observância de suas especificidades. 

Por Tania Maria de Moura Pereira - Arquivista
Diretora do Centro de Documentação (CEDOC)
Universidade de Brasília (UnB)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Programa da disciplina Acervos Fotográficos do PPGCINF-UnB

Copiado de Manchester Archive

A disciplina "Acrevos Fotográficos", optativa em "Seminários em Organização da Informação", do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação, publiciza seu programa e calendário para o semestre 1/2011. As aulas ocorrerão nas dependências do CEDOC/UnB, onde os alunos terão que problematizar questões de bibliografia interdisciplinar, correlata à temática, com fotografias do acervo. Prevê-se que tais reflexões possam ser compartilhadas na forma de post (neste blog, ou em outros). Confira o calendário, com dados resumidos, abaixo e/ou baixe o programa completo aqui.

15/abr 
Lopez, A. Documento de arquivo como produto/vetor do contexto histórico-cultural. (cap 1 de minha tese)
Panofsky, E. Iconografia e iconologia: uma introdução ao estudo da arte da renascença. (disponível aqui)

29/abr 
Lopez, A. Documentos imagéticos de arquivo: uma tentativa de utilização de alguns conceitos de Panofsky. (disponível aqui) 
Neiva Jr., E. A imagem.  (disponível aqui) 

06/mai 
Gombrich, Ernst H. Intoducción: el arte y los artistas. (disponível aqui)
Panofsky, E. Introdução: a histórias da arte como uma disciplina humanística. (disponível aqui) 

13/mai 
Baxandall, M. O olhar renascente: pintura e experiência social na Itália da Renascença. (disponível em duas partes: aqui e aqui).

20/mai 
Deregowski, J. Illusion and culture. (disponível aqui * a cópia está péssima, mas foi a melhor possível)
Gombrich, Ernst H. Psicologia e o enigma do estilo. (disponível aqui)
Gombrich, Ernst H. Condições da ilusão.(está no arquivo anterior)

27/mai 
Duranti, L. The concept of appraisal and archival theory (disponível aqui).
Lopez, A. Documento de arquivo como resultado de processos e funções. (cap 3 de minha tese)

03/jun
Duranti, L. Registros documentais contemporâneos como provas de ação (disponível aqui).
Lacerda, A. Fotografia como documento de arquivo. (cap2 da tese da Aline)

10/jun
Black, M. ¿Cómo representan las imágenes? (disponível aqui)
Lopez, A. Contextualização arquivística de documentos imagéticos. (cap 4 de minha tese)
Lopez, A. Recontextualização de documentos imagéticos. (cap 5 de minha tese)

17/jun
Benjamin, W. Pequena história da fotografia (disponível aqui).
Dubois, Ph. Da verossimilhança ao índice: pequena retrospectiva histórica sobre a questão do realismo na fotografia (disponível aqui)
Kossoy, B. Construção e desmontagem do signo fotográfico (disponível aqui).

01jul
Heredia Herrera, A. La fotografía y los archivos (disponível aqui).
Lacerda, A. O documento fotográfico nos manuais de arquivística. (Cap 1 da tese da Aline)
Lopez. Photographic document as image archival document (disponível aqui, em diferentes formatos de divulgação).

08/jul
Lopez, A. El contexto archivístico como directriz para la gestión documental de materiales fotográficos de archivo (disponível aqui).
Parinet, E. Diplomatics and institucional photos (disponível aqui).
Smit, J. A representação da imagem (disponível aqui). 

15/jul 
Brito, L. Histórias e memórias institucionais captadas a partir do estudo de acervos fotográficos (disponível aqui). 
Lopez, A. La Clasificación archivística como una actividad previa para la descripción de documentos imagéticos (disponível aqui).

segunda-feira, 21 de março de 2011

Temática do GPAF será objeto de curso na pós-graduação


O programa de pós-graduação em Ciência da Informação da UnB (ver blog aqui) estará ofertando, em uma das turmas da disciplina "Seminários em Organização da Informação", o curso "Acervos Fotográficos", destinado à discussão dos pontos norteadores do grupo de pesquisa de mesmo nome. O programa final ainda não está pronto, porém as inscrições para os alunos regulares e especiais (ver instruções aqui) encerram-se amanhã dia 22/março, 3ªf. Além das aulas programa de leitura típicos a disciplina contará com experiências práticas em acervo fotográfico, visando melhor articular teoria e prática. As aulas estão previstas para ocorrem às 6ªfs, das 14:00 às 18:00 na FCI e no CEDOC-UnB. Algumas das atividades serão abertas a interessados em geral e outras delas poderão ser acompanhadas por não alunos que desempenhem atividades relacionadas aos acervos fotográficos (como estagiários e funcionários de fototecas e alunos que trabalham com fotografia etc.)  Todos os interessados em acompanhar  a disciplina (alunos regulares, candidatos a alunos especiais e demais interessados) deverão comparecer à primeira aula, nesta 6ªf, na FCI para apresentação do programa, e cronograma, para seleção dos alunos especiais e para definição das formas de participação e acompanhamento dos demais interessados. A primeira aula conta com a seguinte programação:
  • 14:00hs - apresentação do projeto DigifotoWeb
  • 15:00hs - apresentação do programa (preliminar) da disciplina
  • 15:15hs - apresentação dos alunos, candidatos a alunos especiais e demais interessados
  • 16:00hs - intervalo (para os regulares), seleção dos alunos especiais e definição das formas de participação e acompanhamento dos demais interessados.
  • 16:20hs - exercício com fotografia
Às 18:00hs o haverá uma breve reunião do GPAF, na qual o aluno Paulo Matheus Nicolau Silva (Engenharia de Redes - UnB) apresentará o andamento de seu projeto de "webzização" do Digifoto, o DigifotoWeb 2.0. É apenas uma reunião técnica de trabalho, mas que estará aberta aos interessados em geral.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Sobre a reunião ocorrida do GPAF


A primeira reunião aberta do GPAF de 2011 (ver post aqui), contou com mais de 30 participantes e com muitos interessados em participarem dos próximos encontros. Entre uma falta de luz e outra, sem internet, a reunião suscitou interessantes debates, sobre, entre outros assuntos, a clássica questão texto-contexto e a problemática percepção induzida pelo Conarq quanto aos documentos fotográficos em arquivo. Dentre as possibilidades de cooperação abordadas, a disposição do CEDOC em servir de laboratório para algumas atividades do  projeto "Survival Kit" do PAAG/ICA (ver página aqui) foi anotada como relevante.

Algumas das falas foram acompanhadas de apresentações, aqui disponibilizadas:

Uma nova logo do GPAF foi apresentada, em função dos comentários feitos em post específico (acesse aqui). Salvo objeções bem fundamentadas ou novas propostas (todas elas concorrendo ao livro mencionado no post das logos), o desenho abaixo será oficializado no próximo upgrade do design deste blog:

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Reunião Aberta do GPAF - Jan 2011


Ocorrerá nesta 3ªf, dia 01/fev/2010, às 15h00 a 1ª reunião aberta do Grupo de Pesquisa Acervos Fotográficos (GPAF) de 2011, no CEDOC/UnB, com a seguinte programação:
  1. GPAF: propostas e perspectivas;
    Profa. Dra. Darcilene Sena Rezende (FCI/UnB).

  2. O Centro de Documentação (CEDOC) da UnB: perspectivas;
    Tânia Maria de Moura Pereira (Diretora CEDOC/UnB).

  3. Não só de conteúdo vive o documento;
    Pedro Davi Carvalho (Aluno de Arquivolgia/UnB).

  4. Projeto "Survival Kit" do Photographic & Audiovisual Archives Group - Conselho Internacional de Arquivos (PAAG/ICA);
    Prof. Dr. André Porto Ancona Lopez (FCI/UnB).

  5. GPAF-CEDOC: possibilidades de interação;
    Niraldo José do Nascimento (doutorando do PPGCINF/UnB).

  6. Lanche de confraternização e doação de livro "Archivos fotográficos" de Antonia Salvador para o CEDOC.

  7. Definição da nova logomarca do GPAF (ver post aqui)

O evento é gratuito e aberto a tod@s @s interessad@s:

APAREÇA & COMPAREÇA!


Maiores informações: (061) 3107-5863 / 3107-5862 ou apalopez@gmail.com


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Sobre as reuniões do GPAF
O GPAF tem procurado realizar esse tipo de reunião a cada 3 semanas, para que, com eventuais problemas de agenda, o grupo não fique sem se falar por mais de 45 dias. Desde de sua criação, essa é a terceira reunião aberta do grupo. Geralmente um dos membros (aluno ou não), ou um convidado, fica encarregado de apresentar um tópico principal para reflexão. Pode ser a análise de um texto, de um problema, uma discussão do próprio projeto etc. Nesta ocasião o "responsável" será o lider, buscando refletir sobre uma possível parceria com o CEDOC projeto "Survival kit" do PAAG-CIA. O objetivo principal é tentar integrar a proposta do grupo com as atividades do CEDOC, que, por estar em reestruturação, apresenta-se em um momento privilegiado para ampliar as possibilidades de trabalho empírico, embasando novas discussões teóricas. 

Para se manter informado
Registre seu e-mail no campo apropriado (coluna da esquerda) para receber automaticamente notícias de atualizações deste blog. Se você também gostaria de receber notícias sobre as reuniões menores (e mais informais) do grupo, envie uma mensagem para apalopez@gmail.com para ser adicionado à nossa mailing list.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Aluno de IC do Digifoto publica artigo em periódico A2


A Iniciação Científica de Leandro de Melo Borges teve como resultado final um importante relato de experiência sobre o tratamento dado aos documentos fotográficos de arquivo pelo Centro de Documentação da UnB. O periódico é um dos mais conceituados da área de Ciência da Informação no Brasil, classificado no estrato A2 pelo sistema Qualis da CAPES. 

Resumo: 
O Centro de Documentação da Universidade de Brasília (Cedoc) é um órgão de assessoramento da administração superior da Universidade. Tem por finalidade recolher, preservar e garantir o acesso aos documentos arquivísticos de valor permanente, produzidos e acumulados pelas áreas meio e fim da UNB, bem como aos bens culturais e históricos, constituindo instrumento de apoio à administração, à cultura, à história e ao desenvolvimento científico e tecnológico. O artigo está limitado às fotografias oriundas do Decanato de Ensino de Graduação (DEG), constantes do acervo, verificando a adequação do tratamento desse material às diretrizes teórico-metodológicas da arquivologia. Foi percebido que o sistema configura-se de maneira a privilegiar o conteúdo das imagens, ao contrário do que se espera de um arquivo, onde o contexto arquivístico deveria ser ponto primordial para a organização e descrição das fotografias.

Referência e acesso:
LOPEZ, A., BORGES, L. Uma visão arquivística sobre os documentos fotográficos referentes ao decanato de ensino de graduação presentes no acervo do Centro de Documentação da Universidade de Brasília. Ciência da Informação, Brasília, DF, Brasil, v. 38, n. 3, p.160-176, set./dez. 2009. Disponível aqui.

Recomenda-se que o artigo seja cotejado com o projeto inicial de pesquisa (baixar aqui).

O que é o sistema Qualis?
O sistema Qualis visa estabelecer níveis de qualidade dos diversos periódicos para análise quantitativa da produção científica brasileira. As críticas a essa atribuição de valores, como parâmetro predominante para a avaliação dos programas de pós-graduação é muito criticada. Existem inúmeros artigos, blogs, ensaios etc. que condenam esse sistema (ver aqui um exemplo). Os periódicos científicos estão divididos em três categorias (A, B e C), sendo que a primeira apresenta apenas 2 estratos (A1 e A2), a segunda 5 estratos (B1, B2, B3, b4 e B5) e na última, nenhum estrato. Os periódicos classificados como C têm pontuação igual a zero. Os demais têm a pontuação definida por cada área da pós-graduação. Em Ciência da Informação só existe um periódico classificado no extrato máximo, A1 (Library Trends, USA). No segundo estrato, A2 a lista também é restrita para a CI, com apenas 3 periódicos nacionais, um deles é a revista "Ciência da Informação", onde o artigo foi publicado. É uma revista que tem critérios muito rigorosos para avaliação de artigos e é tão concorrida que está fechada para novas submissões desde setembro de 2009.

Ilustrações de Maurits Cornelis Escher 
(o "patrono" da MCEbyte)