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sexta-feira, 20 de abril de 2012

Reflexão sobre características da Diplomática em documentos audiovisuais


A Diplomática identifica nos documentos as características formais que os definem. As análises de materiais não convencionais, hoje realizadas muitas vezes não permitem identificar dados típicos da Diplomática tradicional, tais como protocolos iniciais e finais. O desafio a ser enfrentado pela Diplomática especial perpassa a adaptação dos elementos tradicionais na análise dos documentos contemporâneos. Nossa preocupação relaciona-se aos registros imagéticos e audiovisuais. O material audiovisual pode ser armazenado de diversas formas, em vários formatos e diferentes suportes. A facilidade que temos hoje de manipular uma imagem de vídeo, permite que a mesma imagem em movimento seja parte integrante de diferentes arquivos ou bibliotecas. 

A análise e organização de informação de tais documentos carece de maiores definições conceituais quanto aos seus elementos constitutivos. Por exemplo: em um documento textual a identificação do protocolo e escatocolo não costuma ser problemática, mas como é que fica essa questão em um programa de telejornal? Quais seriam o protocolo e escatocolo do telejornal? Se uma empresa de telecomunicação armazena sua produção jornalística na íntegra, ou seja, com todas as partes que identificam o programa jornalístico que veiculou aquelas notícias (abertura do programa e créditos), é possível facilmente detectar características de protocolo inicial e final. Quando são armazenadas as mesmas imagens em seu formato "bruto", o seja, sem as edições finais do programa, tais características não são encontradas.

Para uma visão mais geral dessa questão veja vídeo sobre pesquisa de graduação realizada por Laila Di Pietro aqui e/ou baixe o trabalho completo a partir daqui.

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Laila Di Pietro e André Lopez

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Alunas de Biblioteconomia fazem monografia ligada ao DigifotoWeb

Foto: Tiago Machado

Laila di Pietro e Nathalia Carvalho, que colaram grau como bachareis em Biblioteconomia em 11/11/2010, defenderam recentemente monografia sobre organização de documentos audivisuais e imagéticos. O trabalho teve a orientação de Marcílio de Brito e André Lopez e buscou conciliar o instrumental biblioteconômico da recuperação e sistematização da informação de conteúdos com as bases da organicidade arquivística. O trabalho se vale dos referenciais teóricos da diplomática, desenvolvidos por Luciana Duranti e aplicados por Rosa Vasconcelos (2009) no caso específico da TV Senado. 

Acesse aqui a monografia "Organização de documentos audiovisuais e imagéticos: uma abordagem em diplomática e tipologia documental" que tem o seguinte resumo:
O estudo desenvolvido propõe a organização de documentos não-convencionais, a saber, audiovisuais e imagéticos, com base nas teorias da Diplomática e Tipologia Documental, para um maior aprofundamento no conhecimento do objeto de armazenamento de um Sistema de Informação. O tratamento do documento através de conceitos arquivísticos propõe uma nova abordagem de estruturação de sistemas para a organização da informação dentro de uma instituição. O estudo sobre Diplomática seguiu a teoria de Luciana Duranti, explicada por diversos autores. A formulação de campos de análise teve como modelo a análise tipológica e diplomática realizada por Vasconcelos (2009) em documentos audiovisuais do Senado Federal. A análise realizada neste trabalho permitiu a adaptação dos campos utilizados para descrição de documentos para vídeos e fotografias, além da proposta de inclusão do conceito de organização baseada nas características arquivísticas e bibliotecárias na estruturação de SIs e nas instituições que possuem acervos não-convencionais. 

terça-feira, 25 de maio de 2010

Entendendo melhor o DIGIFOTO


A versão 1 do DIGIFOTO, em access, já foi analisada anteriormente, por um aluno de graduação de biblioteconomia, à guisa de Trabalho de Conclusão de Curso, em 2006. O trabalho, tem as típicas limitações de um TCC, porém buscou analisar a base de dados do DIGIFOTO sob a ótica de suas interfaces com a Ciência da Informação e com a representatividade das imagens. Acesse aqui a monografia de Pedro Paulo Madeira.