terça-feira, 25 de maio de 2010

Entendendo melhor o DIGIFOTO


A versão 1 do DIGIFOTO, em access, já foi analisada anteriormente, por um aluno de graduação de biblioteconomia, à guisa de Trabalho de Conclusão de Curso, em 2006. O trabalho, tem as típicas limitações de um TCC, porém buscou analisar a base de dados do DIGIFOTO sob a ótica de suas interfaces com a Ciência da Informação e com a representatividade das imagens. Acesse aqui a monografia de Pedro Paulo Madeira.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Aluno de IC do Digifoto publica artigo em periódico A2


A Iniciação Científica de Leandro de Melo Borges teve como resultado final um importante relato de experiência sobre o tratamento dado aos documentos fotográficos de arquivo pelo Centro de Documentação da UnB. O periódico é um dos mais conceituados da área de Ciência da Informação no Brasil, classificado no estrato A2 pelo sistema Qualis da CAPES. 

Resumo: 
O Centro de Documentação da Universidade de Brasília (Cedoc) é um órgão de assessoramento da administração superior da Universidade. Tem por finalidade recolher, preservar e garantir o acesso aos documentos arquivísticos de valor permanente, produzidos e acumulados pelas áreas meio e fim da UNB, bem como aos bens culturais e históricos, constituindo instrumento de apoio à administração, à cultura, à história e ao desenvolvimento científico e tecnológico. O artigo está limitado às fotografias oriundas do Decanato de Ensino de Graduação (DEG), constantes do acervo, verificando a adequação do tratamento desse material às diretrizes teórico-metodológicas da arquivologia. Foi percebido que o sistema configura-se de maneira a privilegiar o conteúdo das imagens, ao contrário do que se espera de um arquivo, onde o contexto arquivístico deveria ser ponto primordial para a organização e descrição das fotografias.

Referência e acesso:
LOPEZ, A., BORGES, L. Uma visão arquivística sobre os documentos fotográficos referentes ao decanato de ensino de graduação presentes no acervo do Centro de Documentação da Universidade de Brasília. Ciência da Informação, Brasília, DF, Brasil, v. 38, n. 3, p.160-176, set./dez. 2009. Disponível aqui.

Recomenda-se que o artigo seja cotejado com o projeto inicial de pesquisa (baixar aqui).

O que é o sistema Qualis?
O sistema Qualis visa estabelecer níveis de qualidade dos diversos periódicos para análise quantitativa da produção científica brasileira. As críticas a essa atribuição de valores, como parâmetro predominante para a avaliação dos programas de pós-graduação é muito criticada. Existem inúmeros artigos, blogs, ensaios etc. que condenam esse sistema (ver aqui um exemplo). Os periódicos científicos estão divididos em três categorias (A, B e C), sendo que a primeira apresenta apenas 2 estratos (A1 e A2), a segunda 5 estratos (B1, B2, B3, b4 e B5) e na última, nenhum estrato. Os periódicos classificados como C têm pontuação igual a zero. Os demais têm a pontuação definida por cada área da pós-graduação. Em Ciência da Informação só existe um periódico classificado no extrato máximo, A1 (Library Trends, USA). No segundo estrato, A2 a lista também é restrita para a CI, com apenas 3 periódicos nacionais, um deles é a revista "Ciência da Informação", onde o artigo foi publicado. É uma revista que tem critérios muito rigorosos para avaliação de artigos e é tão concorrida que está fechada para novas submissões desde setembro de 2009.

Ilustrações de Maurits Cornelis Escher 
(o "patrono" da MCEbyte)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Ampliado o prazo para apresentação de projetos de PROIC

O Decanato de Pesquisa e Pós-graduação (DPP) suspendeu o processo de inscrições do ProIC (ver nota aqui) até a normalização dos serviços do CPD. Isso significa os interessados terão mais tempo para a elaboração de projetos. Recomenda-se os seguintes passos:
  1. Indicar sua ideia inicial de pesquisa em comentário do post sobre como iniciar IC (acesse aqui o post e aproveite para relê-lo).
  2. Baixe os exemplos de PIC deste blog (na 3ª caixinha da coluna ao lado) e observe exemplos de projetos.
  3. Baixe o formulário oficial do DPP (clique aqui) e tente preenchê-lo. Não se preocupe em finalizá-lo com perfeição. Faça apenas o que conseguir.
  4. Entre em contato comigo pelo comentário deste post, lembrando de indicar seu nome e e-mail.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Charada fotográfica.


Para estimular o debate o Digifoto passa a propor charadas que consistem em reproduzir situações reais ligadas aos arquivos que, além de exigir algum esforço detetivesco para entender o contexto arquivístico, colocam questões ligadas à organicidade dos documentos fotográficos nos arquivos.

Será que nos arquivos a simples descrição dos conteúdos da imagem é suficiente para entender o contexto dos documentos fotográficos? Se assim fosse a imagem seria auto-explicativa e não haveria necessidade do trabalho do arquivista. Os consulentes também dispensariam quaisquer outras informações extra-imagem para entender o documento. Tais informações somente serviriam como elementos de busca. Será? Veja como você se sai na charada fotográfica.

(clique na foto para ampliá-la)

A foto acima (belíssima por sinal) é integrante do acervo de uma instituição arquivística e traz os seguintes dados em sua ficha:

SI ZAP 219/126

  • Signatura: SI ZAP 219/126
  • Kraj: Ptuj
  • Tematike: Veduta SV smer
  • Opis razglednice: Pogled na Ptuj s severne smeri oz. iz smeri Ljudskega vrta. Napis: Pettau, vom Volksgarten aus gesehen.
  • Leto: 1899
  • Založnik: Wilhelm Blanke, Ptuj
  • Tehnika izdelave: Črno-beli tisk na osnovi fotografije.
  • Format razglednice: 14 x 9 cm
  • Naslovnik: Mitzi Simonič, Wien
  • Besedilo:
  • Žig: Ohranjen vendar je prelepljen z lepenko.
  • Znamka: Verjetno je pod lepenko.
  • Opomba: Na hrbtni strani razglednice na desni strani sta nalepljena dva majhna kosa lepenke (en prekriva žig).
A pergunta mais premente (após compreender a situação) é saber se esse tipo de descrição preserva a organicidade do documento e se foi uma boa solução encontrada pela instituição.

Use o campo comentário para dar sua opinião sobre:
a) o tipo de instituição na qual o documento se encontra;
b) o tipo de conjunto no qual o documento de encontra;
c) espécie documental ;
d) o slogan  "uma imagem vale mais do que mil palavras", neste caso;
e) a pertinência desse tipo de ficha, considerando o conjunto e a natureza da instituição.