terça-feira, 29 de novembro de 2011

WICI discutirá temáticas relacionadas às fotografias


O já tradicional evento do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação da UnB deste ano terá uma especial atenção para o universo das fotografias. A palestra de abertura contará com a presença do coordenador do grupo de trabalho do Conselho Internacional de Arquivos sobre arquivos fotográficos e audiovisuais - PAAG (ver aqui), o diretor do Arquivo de Girona (Catalunya) Joan Boadas. A palestra de encerramento terá como convidada Isabel Wschebor do Arquivo Municipal de Montevideo e também pesquisadora do PAAG. O Grupo de pesquisa Acervos Fotográficos (GPAF) ainda promoverá uma reunião aberta, que contará com a presença dos ilustres convidados.

O 7º WICI é aberto para o público em geral, sem necessidade de inscrições. Além disso, contará com transmissão on-line em tempo real, para os demais interessados. Maiores informações (bem como o acesso à TV-WICI) podem ser obtidas diretamente aqui.

Atenção para as datas e horários dos eventos de maior interesse para os participantes deste blog:

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Memórias fotográficas: a história das salas de cinema de Vitória


O livro Memórias Fotográficas das Salas de Cinema de Vitória contempla alguns dos cinemas que funcionaram em Vitória, apesar do título também apresenta imagens dos cinemas da Região Metropolitana e do interior do estado. O trabalho é um resultado da pesquisa do projeto CINEMEMÓRIA - A História das salas de cinema do Espírito Santo, com a coordenação do Professor André Malverdes do Departamento de Arquivologia da UFES durante 11 anos de pesquisa em arquivos públicos, jornais, acervos pessoais e familiares. 

O livro tem patrocínio da Lei Rubem Braga da Prefeitura Municipal de Vitória e da Arcellor Mittal, com apoio do Departamento de Arquivologia da UFES, Programa de Pós Graduação em História/UFES, Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, Associação dos Arquivista do ES, Gráfica Santo Antônio e Rima Comunicação Estratégica. A obra apresenta 110 imagens que contemplam as salas de cinema no ES desde o seu primórdio em 1907 até a década de 1990 com fotos das inaugurações, estréias, interiores, público, fachadas e notícias dos jornais e revistas do estado.

O livro estará a venda na Livraria da UFES no campus de Goiabeiras, no Sebo Veredas na Rua da Lama e durante o lançamento com palestra do autor em local e data ainda a ser confirmado. Esperamos que este trabalho possibilite a todos a satisfação de um passeio pelos “cinemas de calçada”, que era, então, a maior diversão da população. Entendemos que, assim como à época, o prazer de ir ao cinema é, ainda hoje, sinônimo de sonho e magia.

Mais informações:
Andre Malverdes (malverdes@gmail.com)
Professor do Departamento de Arquivologia/UFES

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Recursos para trabalhar com imagens via Web

Pong. Hands and filmstrips - Copíado de Free Digital Photos.net
Muitas vezes para que se possa fazer uma reflexão sobre documentos imagéticos de arquivo a exemplificação e a ilustração podem facilitar o entendimento e a recepção do texto. O uso indiscriminado do "recorta-e-cola", além de gerar problemas quanto à organicidade documental (ver aqui) além de infringir direitos de autor e de divulgação (ver post sobre o tema aqui). O coleg@ Juan Chileno Milla, que é peruano, nos dá uma útil dica de 16 ferramentas gratuitas para a edição de imagens (clique aqui), além dos links para 15 bancos de imagens de uso gratuito para fins não comercias (veja aqui). Agora além da dica aos colaboradores deste blog para a correta referenciação do material utilizado fica divulgada a informação sobre recursos facilitadores.

Veja aqui o post original de Juan Chileno e aproveite para conhecer interessantíssima comunidade docente virtual.

Publicado originalmente em Diplomática e Tipologia Documental

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Dia internacional do patrimônio audiovisual

Hoje, dia 27 de outubro, celebra-se o
Dia Internacional do Patrimônio Audiovisual !


"Auto-retrato" de Joe Clark (vulgo "Hill Billy Snap Shooter"). Copiado do blog "A View to Hugh"
A câmara da cidade de Girona (Catalunya) através do Centro de Pesquisa e Difusão da Imagem (CRDI), com a colaboração do Conselho Internacional de Arquivos, celebraram a data com a publicação de um poster (baixe aqui em inglês) sobre a cronologia do desenvolvimento histórico da mídia audiovisual: cinema, fotografia, televisão, vídeo e gravação sonora. Simultaneamente, foi criado um website em quatro idiomas (catalão, inglês, espanhol e francês) que contém, no momento, 280 referências cronológicas, 30 registros audiovisuais e 140 imagens. 


Clique aqui para ver a notícia completa no site do Conselho Internacional de Arquivos (ICA).
Clique aqui para conhecer a página do Photographic and Audiovisual Archives Working Group do ICA.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Fotografia e aura

A aura da fotografia x a aura na fotografia

por Keitty Cruz* 

No texto, pequena história da fotografia, Walter Benjamin aborda o tema aura da fotografia. O que seria isso? Seria o mesmo que aura na fotografia? A aura é definida como é um elemento imaterial, que emana e envolve seres ou objetos e é também, por vezes, considerada como um atributo inerente aos seres vivos, segundo várias religiões e tradições esotéricas.  Para Benjamin (1993), a aura é uma “figura singular, composta de elementos espaciais e temporais: a aparição única de uma coisa distante, por mais próxima que ela esteja” (p. 101). O autor considera a aura como um instante, um momento capturado de maneira intrigante em uma imagem.
Observar, em repouso, numa tarde de verão, uma cadeia de montanhas no horizonte, ou um galho, que projeta sua sombra sobre nós, até que o instante ou a hora participem de sua manifestação, significa respirar a aura dessa montanha, desse galho. (p. 101)
Um exemplo de fotógrafo que conseguiu captar a aura da fotografia é Eugène Atget. Para Benjamin (1993), as fotografias de Atget “sugam a aura da realidade como uma bomba suga a água de um navio que afunda” (p.101).

"Marchand d'herbes, place Saint-Médard" (1898). Copiado de

Já a aura na fotografia se trata de uma temática diferente da abordada por Benjamin (1993), é um assunto místico. Fotografar a aura de um ser humano, significa registrar o campo energético que envolve seu corpo. Essa técnica surgiu em 1940, quando Semyon Kirlian e sua esposa Valentina Kirlian criaram uma máquina fotográfica capaz de fotografar a aura humana. Acredita-se que, com esse tipo de fotografia, é possível diagnosticar o estado de saúde físico e emocional das pessoas fotografadas. De acordo com o site misteriosantigos.com,”as colorações básicas encontradas na foto da aura são: vermelho, azul, amarelo e verde”. O diagnóstico vem a partir da interação das variedades e intensidade das cores, pois “a aura varia de intensidade e de cores conforme os estados psicológicos, orgânicos, emocionais e espirituais das pessoas”. 
Copiado de Foto Kirllian
Portanto, a aura da fotografia e a aura na fotografia são temáticas diferentes. A primeira se relaciona com a habilidade de tirar fotografias interessantes, e a segunda está relacionada com aspectos místicos de captura do estado da energia que cerca o objeto fotografado.

* Mestranda em Ciência da Informação/UnB
Lattes: http://lattes.cnpq.br/8137011279067297
Referências: